Depois do vice-presidente Aramis Tissot admitir que vai afastar jogadores com baixa qualidade, o técnico Marcelo Oliveira também revelou que é preciso mudanças no elenco após mais um resultado ruim na Série B (derrota por 1 a 0 para o Santo André). Confira o que disse o treinador paranista.
Desempenho no jogo
“Você perder quatro oportunidades claras de gol num campeonato desses não dá. Tivemos dificuldades, estamos aqui assumindo nossas responsabilidades, os jogadores lutaram muito.”
Responsabilidade pelos resultados ruins
“Quando viramos para a Copa do Mundo na liderança nós todos tivemos méritos, e agora também é dividido entre todos. Nós cobramos muito dos atletas, como o primeiro gol do adversário, treinamos muito isso. Somos todos responsáveis, eu e os jogadores. Desde que entrei no futebol tem de tudo, mudança, cobranças, pressão, elogios. Corro esse risco sempre.”
Relacionamento com a diretoria
“Diariamente a gente senta com o vice-presidente e analisamos situações, estamos fazendo o que podemos. Hoje perdemos quatro jogadores, nossos atletas são muito corretos, se doam e treinam muito. Mas alguns nunca jogaram o Brasileiro e isso pode pesar. Internamente vamos repensar algumas coisas e tomar decisões favoráveis ao Paraná.”
Rescisão de contrato com alguns atletas
“Até então não tivemos atrito, existem conflitos de ideais, mas sempre chegamos ao consenso. O grupo tava muito chateado no vestiário, podíamos ter feito diferente. Ainda nem tive tempo de falar com a diretoria, isso deve ser feito com calma, para evitar precipitações. Mas algo tem que ser mudado, pois não estamos conseguindo os objetivos traçados, apesar de estarmos fazendo o melhor possível.”
Desgaste pela campanha ruim
“O que me fortalece sempre é o trabalho, temos um ambiente saudável. O desgaste não é só meu, é de todos que querem que o Paraná suba. Em uma reunião podemos ver o que pode ser feito para melhorar.”
Pressão da torcida
“A pressão é grande em todos os clubes, existem os fracos que se entregam e aqueles que não desistem e se fortalecem. Estou aqui porque sou apaixonado pelo futebol, mas estou correndo riscos. Cabe à diretoria analisar o que é melhor pro clube. Eu sou correto com o clube, honro os meus compromissos, mas se acharem que a mudança é pra melhor, estou aí para acatar. Tem sido uma boa oportunidade de trabalho para mim.”
Luta pelo acesso
“Acho que não acabou ainda, os resultados estão oscilando muito. Se você tem esperança em algo que nunca foi é complicado, mas nós já fizemos, já tivemos resultados, só precisamos acreditar. Mas realmente está difícil.”
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