Allan Aal. (Divulgação/Cuiabá)

O técnico Allan Aal viveu altos e baixos durante a temporada, mas terminou com um momento em sua carreira: o acesso para a Série A do Campeonato Brasileiro com o Cuiabá. Em entrevista ao programa Meio-Dia Esportivo, o treinador ressaltou que a vaga na elite coroa o trabalho que iniciou há dez anos no Rio Branco.

“Eu costumo falar que as coisas aconteceram de repente, mas não tão de repente. Foram dez anos trabalhando desde o início em 2011 no Rio Branco. Passei por alguns anos no interior, nas categorias de base do Coritiba, com um aprendizado muito grande por praticamente quatro anos. Os passos foram dados no tempo certo e na medida certa. O resultado vem aparecendo não só pelo acesso, mas pelos trabalhos em outras equipes, como o Foz do Iguaçu e a Portuguesa. São processos que a gente vai adquirindo cada vez mais experiência e confiança no que a gente faz. Conseguimos coroar todo o processo com o acesso do Cuiabá para a Série A”, afirmou Aal.

Com o acesso garantido, o comandante inicia as conversas com a diretoria para permanecer no Cuiabá. “Estamos conversando sobre a renovação. Temos alguns dias ainda, mas não toquei no assunto por estar focado no objetivo principal. A gente espera dar sequência e se tudo correr bem, vai continuar o trabalho. Cada vez mais as coisas vão acontecendo não só para mim, mas para o clube também”, comentou.

Passagem pelo Paraná

Allan Aal começou o ano no Paraná e teve um primeiro turno de Série B acima das expectativas com a entrada no G4. Ele foi demitido após a derrota por 2 a 0 para o Cruzeiro, na 19ª rodada, e deixou o Tricolor na sexta colocação, a três pontos do grupo do acesso. “Nós estávamos em sexto lugar, a três pontos do G4. São situações do futebol, mas procuro falar pouco pelo respeito que tenho pela torcida, pela entidade e até pelo ex-presidente Leonardo [Oliveira]. São situações inexplicáveis e como falei na conversa com o Leonardo, não concordava porque não tinha uma explicação”, afirmou.

“A pressão existiu porque o nosso início foi muito acima da média. Se tivéssemos um início normal pelo investimento do Paraná, seria normal. A partir do momento que ficamos no G4, a cobrança aumentou, mas foi uma coisa um pouco negativa pela maneira que foi colocada as coisas. Ter um tropeço, uma sequência de empates em uma competição de 38 rodadas é normal. Quando cheguei aqui, tivemos uma instabilidade de resultados, mas sem uma perda de rumo e convicção. Jamais vou falar algo da entidade, das pessoas que trabalharam comigo e da diretoria. Deixamos as portas abertas e todos os jogadores e funcionários vieram me abraçar quando fui jogar contra o Paraná. Não é a maneira que chega no clube, mas como sai que deixa a passagem marcada”, complementou.

O treinador ainda ressaltou que a queda de produção aconteceu após a perda de jogadores importantes. “Alguns resultados na metade do primeiro turno não foram o esperado, mas tem que analisar o contexto. Perdemos jogadores importantes como Thales e Gustavo Mosquito, além de lesões e suspensões. É normal a oscilação, mas não soubemos superar esse momento. Muito difícil ganhar todas as partidas em um campeonato de 38 rodadas e falava sempre para os atletas que iríamos passar por um momento ruim. São situações que fogem do nosso alcance, respeito a decisão e jamais vou sair criticando”, declarou.

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