
Estudos feitos por duas advogadas de Curitiba, conforme relatado pelo site Plural -, indicaram que na Capital morreram no período de um ano – abril de 2019 a abril deste 2020 – 30% a mais de pessoas neste ano.
Posição bem definida
De qualquer forma, há que se observar uma realidade; o covid-19 não chegou ainda a plena carga na Região Sul, o que deve acontecer a partir de junho, final e maio. Esta é posição do Ministério da Saúde, e de ampla análise do primeiro relatório do Observatório COVID19 – Grupo: Redes de Contágio – Laboratório de Estudos de Defesa para a região Sul do Brasil.
O trabalho combina dados de casos confirmados do novo coronavírus (SARS-CoV-2) para o Sul, disponíveis até o dia 17/04/2020, com análises estruturais da rede de rotas rodoviárias intra e interestaduais. Com isso estima a vulnerabilidade e potencial influência das microrregiões sulinas na propagação da doença.
Sugestões aos governos
No seu trecho inicial, o relatório diz:
“Sugere-se aos governos dos três estados sulinos que atuem de forma conjunta para diminuir o fluxo de pessoas entre as microrregiões importantes para disseminação da pandemia entre as grandes áreas da região Sul: Erechim (RS), Ponta Grossa (PR), São Miguel do Oeste (SC), Curitiba (PR), Chapecó (SC) e Frederico Westphalen (RS) (Figura 1, 3).
Ressaltamos especial atenção às microrregiões com nenhum (Frederico Westphalen) ou poucos casos (Erechim, São Miguel do Oeste) em 17/04/2020. Deve-se evitar ao máximo a chegada do SARS-CoV-2 nessas microrregiões pois essas possuem grande potencial de disseminação para regiões vizinhas devido ao tráfego rodoviário intenso. Da mesma forma, sugere-se aos respectivos governos e prefeituras municipais que reforcem as 4 medidas de isolamento social principalmente nas microrregiões com maior potencial de disseminação da pandemia: Cruz Alta e Caxias do Sul (RS, 1 e 64 casos respectivamente), Rio do Sul (SC, 4 casos), e Francisco Beltrão, Wenceslau Braz e Campo Mourão (PR, 3, 3 e 34 casos, respectivamente). Campanhas de conscientização da população sobre medidas de isolamento social podem contribuir para evitar ou postergar ao máximo o estágio de transmissão comunitária e o crescimento exponencial do número de casos nas microrregiões identificadas como potencial núcleo propagador da epidemia em escala geográfica.
Isolar é preciso
Recomenda-se a estrita observação das recomendações das autoridades sanitárias e o reforço das medidas de isolamento social em todas as microrregiões. Esta recomendação aplica-se inclusive às microrregiões ainda não afetadas ou classificadas como de vulnerabilidade intermediária ou baixa, independentemente das análises aqui apresentadas. Vale ressaltar que o escopo do presente relatório refere-se à vulnerabilidade e influência das microrregiões nas redes de propagação da epidemia em escala geográfica e não implicam portanto, em qualquer tipo de avaliação, inferência ou recomendação sobre as situações locais da severidade”.
Leia mais em www.aroldomura.com.br
📲 O Google pode parar de mostrar o portal Banda B. Clique aqui para ver nossas notícias.



