O suspeito pelo homicídio da menina Rachel Genofre foi interrogado pela Polícia Civil do Paraná (PCPR), nesta terça-feira (24), em Sorocaba (SP), onde está preso. Mais detalhes sobre o interrogatório serão divulgados nesta quarta-feira (25) em entrevista coletiva.
Foto: ReproduçãoOs advogados da família da vítima, Daniel Gaspar e Bruna Bahls, foram até o estado de São Paulo nesta segunda-feira (23) para tentar dar agilidade ao interrogatório de Carlos Eduardo dos Santos, que foi identificado pelo DNA como suspeito pelo crime.
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Em entrevista à Banda B, Gaspar disse que está em Sorocaba para analisar todas as condições da coleta do DNA. “Quero passar na Penitenciária onde aconteceu a coleta do exame, até para ter mais segurança processual sobre a prova colhida, apesar de que existem muitas provas do inquérito policial que não poderiam ser ligadas e que agora podem para gerar uma condenação”, explicou.
Por meio de nota à imprensa, os advogados deram mais detalhes sobre a viagem:
O escritório Daniel da Costa Gaspar – Advogados Associados em nota pública de sua assessoria de imprensa vem a público informar a respeito da viagem do Dr. Daniel Gaspar e Dra. Bruna Bahls, para a cidade de Sorocaba (SP), local onde está aprisionado o Sr. Carlos Eduardo dos Santos. Informamos que:
1. Ocorreram reuniões entre a defesa da família e o Ministério Público de São Paulo, bem como o juízo competente pela aplicação de pena do aprisionado.
2. Houve um comprometimento do judiciário paulista em garantir a remoção do Sr. Carlos Eduardo dos Santos, mediante requisição via Ministério Público da Paraná, para que o acusado venha à cidade de Curitiba (PR), a fim de prestar depoimento e fazer a reconstituição do crime, com posterior recondução para sua atual unidade prisional. Ainda não há data para que ocorra o translado para capital paranaense.
3. Em visita a unidade prisional onde está o acusado, os advogados do escritório Daniel da Costa Gaspar confirmaram a legalidade processual da prova de DNA, extraída pela Polícia Científica do estado de São Paulo, no qual foi possível a identificação do responsável pelo crime. Foi constatado que o exame foi feito com a anuência do apenado em questão.
4. Agradecemos a sociedade e a imprensa de Sorocaba (SP), que recebeu os representantes do escritório com enorme receptividade, sempre revelando votos de solidariedade a sociedade paranaense para que tal crime que chocou o país tenha resolução rápida e justa.
5. Nos próximos dias os advogados estarão trabalhando exclusivamente junto ao Ministério Público do Paraná para que ocorra a remoção do acusado o mais breve possível e que o processo transcorra de forma célere e eficiente.
Caso Rachel
No final da tarde do dia 3 de novembro de 2008, a menina Rachel Genofre deixava o Instituto de Educação, no Centro de Curitiba, após o término das aulas. O tchau dado pela garota aos colegas de classe é a última lembrança que se tem de Rachel ainda viva. O corpo da garota, morta por esganaduras no pescoço, só foi encontrado dois dias depois, na noite do dia 05, dentro de uma mala abandonada embaixo de uma escada, na Rodoferroviária de Curitiba.
Onze anos depois, o software do Banco Nacional de Perfis Genéticos apontou coincidência genética de 23 características entre 23 possíveis, garantindo 100% de certeza de que o homem é o autor do crime.
A Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) deve encerrar o inquérito nos próximos dias e repassar o caso para o MP-PR.
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