Edison Brittes Junior, o Juninho Riqueza, que é réu confesso do assassinato de Daniel Corrêa Freitas, ficou calado durante interrogatório à Justiça de São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba. Ele seria o quarto ouvido na audiência, mas por orientação do advogado Cláudio Dalledone, optou por ficar em silêncio e não responder às perguntas da juíza Luciani Regina Martins de Paula, do Ministério Público do Paraná (MP-PR) e demais advogados.
Edison Brittes Junior (Foto: ERNANI OGATA/CÓDIGO19/ESTADÃO CONTEÚDO)Antes dele, passaram por interrogatórios as jovens Allana Brittes e Evellyn Brisola Perusso. A filha de Edison optou por não responder a questionamentos da acusação. Já Evellyn respondeu aos questionamentos e deu sua versão sobre o ocorrido.
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Com a recusa de Edison em falar, o advogado Rodrigo Faucz também orientou seus clientes em permanecerem quietos. Com isso, Ygor King e David Willian Vollero Silva também ficaram quietos. “Por orientação minha, optaram por ficar em silêncio, por conta da necessidade de Edison ser o primeiro a falar. Ficou bem claro que a participação deles é somente nas agressões, então foi preferível que fiquem em silêncio”, disse.
Eduardo Henrique da Silva foi o sexto réu a entrar para interrogatório. Segundo o advogado dele, Edson Stadler, Eduardo reafirmou tudo que já havia dito na delegacia. “Ele retratou a verdade dos fatos, sinteticamente apresentando que ninguém tinha interesse de matar o Daniel. Eles tinham sim uma vontade de surrar, de bater, mal tratar e saíram com a intenção de fazer a castração, ridicularizando o Daniel por conta do comportamento abusivo contra a Cristiana. A mudança de atitude acontece quando Edison vê algo no celular, que o faz parar bruscamente o carro e cortar o pescoço dele. O Eduardo confirma ainda que o corpo de Daniel é levado para o local em que foi encontrado apenas por Edison”, disse o defensor.
Eduardo Purkote
A jovem Evellyn Brisola Perusso voltou a acusar Eduardo Purkote Chiuratto, de 18 anos, de participar das agressões contra Daniel. De acordo com o advogado Luis Roberto Zagonel, ela reafirmou toda a versão prestada durante o inquérito policial. Evellyn chegou a ser denunciada por falso testemunho pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR) por ter afirmado que Eduardo teria participado diretamente do caso.
Em entrevista à Banda B, Zagonel disse não entender o motivo de Eduardo não responder ao processo. “Seis pessoas apontam que ele participou das agressões, então só queremos trazer a verdade. Está evidente pelos depoimentos, por cor de cabelo e camiseta suja de sangue a participação dele. Em que momento e de que forma se tira a imputação desse rapaz. O que o diferencia dos demais rapazes? É sobrenome? É porque é da alta sociedade de São José dos Pinhais”, questionou o defensor.
Renan Pacheco, que é advogado de Allana, confirmou que a jovem também falou da participação de Eduardo no caso. “Desde o primeiro momento o nome de Eduardo Purkote é mencionado e ele foi retirado da denúncia. Mais de cinco pessoas imputam a ele agressões contra Daniel, o arrombamento da porta e a quebra do celular e mesmo assim foi poupado, não se sabe até hoje o porquê”, disse.
A Banda B entrou em contato com a defesa de Purkote e aguarda retorno.
O caso
Daniel foi encontrado morto na manhã de 27 de outubro, na zona rural de São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba. Ex meia de Coritiba e São Paulo, ele atualmente atuava no São Bento, time da série B do Campeonato Brasileiro. De acordo com a polícia, foi assassinado após participar da festa de aniversário de 18 anos de Allana em uma boate de Curitiba. Depois da comemoração, alguns convidados seguiram para a casa da garota, incluindo Daniel, em São José dos Pinhais.
Na residência, o pai da menina, Edison, iniciou uma sessão de espancamento contra Daniel após ter visto o jogador em seu quarto, onde sua mulher Cristiana Brittes dormia. O atleta apanhou de vários homens até ser levado de carro por Edison, David, Eduardo e Ygor até a Colônia Mergulhão.
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