Amigos e colegas de trabalho do vigilante Paulo Coelho, de 30 anos, estão assustados. A morte do rapaz pegou todos de surpresa. Ele era um dos vigilantes baleados na noite da última quarta-feira (28) na BR-116, em Campina Grande do Sul, na região metropolitana de Curitiba, após um roubo em um ônibus de turismo, que saia de Pelotas (RS) com destino à cidade de São Paulo.
Vandrick da Rosa, colega de trabalho da vítima, afirma que Paulo deixa boas lembranças aos amigos. “Só tenho elogios a ele. Um trabalhador que amava o que fazia e que chegava sempre sorridente, muito competente e amigo de todos”, afirmou em entrevista à Banda B.
Foto: Arquivo PessoalO crime
Mais de 60 passageiros foram assaltados durante a ação dos assaltantes. Todos os turistas iriam fazer compras na capital paulista. Os dois vigilantes, que realizam a escolta do grupo, trocaram tiros com os criminosos. Paulo morreu enquanto era levado ao Hospital Angelina Caron. O outro sobreviveu.
Segundo o Vandrick, em menos de dois anos, cerca de cinco confrontos foram registrados com os profissionais da empresa de segurança. A vítima, que sobreviveu aos tiros, por pouco também não foi morta pelos bandidos.
“O parceiro tentou proteger o Paulo jogando-o para o outro lado da mureta. E quando ele pulou, percebeu que havia um veículo aguardando os bandidos. Eles atiraram a menos de dez metros deles durante a fuga, mas erraram os disparos, senão o outro vigilante também teria morrido”, relatou.
Veículo
O delegado Luiz Carlos de Oliveira, da Delegacia de Campina Grande do Sul, conversou com a reportagem e destacou que as investigações estão em andamento. Ele também reforça que um dos quatro carros usados pelos bandidos foi abandonado. O veículo conta com uma estrutura reforçada.
“O automóvel foi roubado no dia 7 de julho de 2019, no bairro Cidade Industrial de Curitiba. Ele foi todo preparado, com blindagem artesanal, e montado para suportar armas longas. O carro está apreendido na delegacia de Campina Grande do Sul”, disse o delegado.
Os bandidos fugiram e até o momento não foram identificados. Para os amigos e colegas das vítimas, trata-se de uma mesma quadrilha que age há muito tempo nas rodovias.
Paulo Coelho deixa dois filhos e a esposa grávida de sete meses. Ele morava com a família em Joinville-SC.
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