A Câmara Municipal autorizou a Prefeitura de Curitiba, nesta segunda-feira (26), a fazer um empréstimo de R$ 405 milhões para as obras do BRT Inter 2. A operação financeira será realizada junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). O projeto foi aprovado com 31 votos favoráveis.
Foto: SMCSSegundo a prefeitura, o empréstimo será destinado à requalificação da linha Inter 2, que conecta os cinco eixos estruturais (corredores de transporte com canaletas exclusivas) de Curitiba, por meio de seis terminais e 13 estações-tubo, sem passar pelo Centro. Ela foi implantada em 1992, com uma velocidade média operacional de 32 km/h, hoje em 22 km/h. Os recursos financiarão uma série de obras viárias, com as quais a Prefeitura de Curitiba estima elevar de 91 mil para 118 mil o número de passageiros por dia na linha.
A autorização da Câmara é a etapa preliminar da negociação que, quando confirmada com o BID, precisará de avais do Ministério da Economia e da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado – conforme o rito para empréstimos internacionais.
O detalhamento das intervenções previstas foi apresentado em plenário pela vereadora Professora Josete (PT), cuja participação incentivou comentários de mais oito parlamentares. “Temos que estar atentos, pois grandes obras exigem um acompanhamento muito próximo da gente. O caso da Linha Verde é um exemplo disto, pois está em obras faz vários anos, com diversos problemas com as empreiteiras”, justificou ela.
“O projeto prevê estações climatizadas, prontas para receber veículos movidos a energia elétrica. Vai abranger a requalificação de terminais, de 70 quilômetros de vias e mais 30 quilômetros de faixas exclusivas para ônibus, além de viadutos e uma ponte importante”, confirmou Pier Petruzziello (PTB).
Caixa Econômica
Com a Caixa Econômica, num rito mais simples para a contratação, a Prefeitura de Curitiba pretende firmar operação de crédito de até R$ 15 milhões, por meio do programa Avançar Cidades – Mobilidade Urbana Grupo 2, do governo federal. O recurso também foi aprovado pela Câmara e será usado na elaboração de diversos projetos executivos para futuras obras, como a construção do novo Terminal Capão do Imbuia, de estações-tubo na Linha Verde e obras no eixo da Conectora 3.
“Houve uma reunião no Ippuc [Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba], com os moradores que viriam a ser impactados pela expansão do Terminal Capão do Imbuia”, alertou Serginho do Posto (PSDB), que tem acompanhado o debate entre a comunidade e o Executivo. “É uma preocupação, por serem 22 residências na área”, disse. De acordo com ele, há alerta nas indicações fiscais dos imóveis sobre essa possibilidade e desde 2017 a prefeitura autorizou obras nos lotes.
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