Só na próxima semana, talvez no meio dela, a promotora Daniela Thomé, do Ministério Público do Paraná (MP), vai responder às muitas indagações que a imprensa local tenta lhe fazer, sobre suas declarações ao Estadão de domingo, segundo as quais há deputados da Assembleia Legislativa do Paraná investigados sobre o chamado “rachid”, o rachar de proventos de funcionários com suas excelências.
Nesta quarta-feira, Ricardo Noblat, no mesmo Estadão, voltou ao assunto, citando a promotora.
POUCO RESOLVE
Para Daniela, nem sempre o recorrer à justiça, pedindo a quebra de sigilo bancário dos investigados resolve. O assunto é complicado:
– É muito difícil provar (o “Rachid”, a divisão do dinheiro). Às vezes nem isso adianta.
EM SÃO PAULO
A opinião semelhante foi dada pelo promotor Silvio Marques, colega de Danielle da área do Patrimônio Público do MP de São Paulo: “Muitas vezes não conseguimos traçar o caminho do dinheiro”.
EM 16 ESTADOS
A reportagem do jornal revelou que assembleias legislativas de 16 estados são alvo de investigações desse tipo de peculato (“rachid”) pelo MP.
E mais: a metade dos deputados estaduais do país responde por esse tipo de suspeita de irregularidade ou outras.
A promotora Daniela, de férias, promete fazer declarações na semana próxima. Até lá, na onda do suposto “rachid” do agora senador Flávio Bolsonaro, o assunto é visto como bomba relógio também na ALEP.
Pode estourar a qualquer momento.
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