Darci Piana: longe da Fecomercio; Campagnolo: vítima de tantas promessas?;
Rubens Bueno: seria o nome do PPS; Alex Canziani: quer mesmo o Senado
Em tom de bom humor, companheiros de Darci Piana, na Federação do Comércio, repetem a blague do momento: “Nunca estivemos tão interessados em ver o Piana longe da Fecomercio…”
Explicação: esse pessoal todo está na torcida para que o presidente licenciado da Fecomercio seja indicado, neste sábado, vice da chapa de Ratinho Junior ao Governo.
OS CANDIDATOS A VICE-GOVERNADOR (2)
Cada vez mais no Brasil a posição de vice numa chapa de eleição majoritária é disputadíssima.
Itamar Franco fez um grande governo depois de ser vice-presidente, eleito que fora na chapa de Collor de Mello; Cida é governadora por ter sido vice de Beto Richa; Michel Temer preside o país – para o bem ou para o mal – como sucessor de Dilma Rousseff, de quem foi vice; um curto governo no Paraná foi o do professor Pedro Parigot de Souza, que fora vice de Haroldo Leon Peres, o governador que renunciou ao cargo depois de acusado de corrupção.
No entanto, nessa corrida de agora pela vice de uma das chapas para o governo do Paraná, alguns estragos já foram feitos. Coisa armada, com certeza, pelos “lua preta” que impregnam todas as chapas mais em evidência. Não é preciso citar nomes, eles são bem conhecidos.
A primeira vítima foi o presidente licenciado da FIEP, Luiz Campagnolo, a quem uma bem bolada “fake news”, com o aval da revista Veja – coluna Radar – procurou detonar o nome limpo de Campagnolo.
“Foi um sufoco”, disse à coluna uma fonte da FIEP, referindo-se à corrida contra o relógio que o ‘staff’ da FIEP teve que desenvolver para desmentir a mentira, segundo a qual o GAECO, temível braço o Ministério Público Estadual, estaria investigando a FIEP e Campagnolo, sobre supostos desvios de recursos da instituição.
Somente no fim da tarde se sexta feira, 13 – isso mesmo, 13 – o GAECO liberou o “atestado” de nada consta contra a FIEP e Campagnolo. Mas o susto estava dado, com reprodução da ‘fake news’ em diversos veículos de comunicação. Além do susto, há que se contabilizar prejuízos à pré-candidatura de Campagnolo.
Há quem arrisque em afirmar que Campagnolo teria sido, simplesmente, vítima “de fogo amigo”. E a explicação estaria nessa linha, conforme fonte política: “O Ratinho prometeu vice para tanta gente que agora seu pessoal foi tratando de limpar caminhos…”
OS CANDIDATOS A VICE-GOVERNADOR (3)
Já Cida Borghetti mantém bem guardadas suas eventuais preferências de nome para ser seu vice. Admite-se que o marido, Ricardo Barros, já deve estar articulando várias frentes com vistas a achar o parceiro de chapa de Cida. Um dos nomes mais insistentemente citados para a posição é o do deputado federal Alex Canziani (PTB). Mas ele tem dito e repetido que quer mesmo é concorrer ao Senado.
OS CANDIDATOS A VICE-GOVERNADOR (4)
Dos três candidatos a governador com melhores possibilidades eleitorais segundo pesquisas de intenção de votos, o que menos deixa transparecer suas negociações com vistas ao futuro candidato a vice-governador é Osmar Dias (PDT).
Por ora, Osmar não se manifesta sobre o assunto, mas as negociações no universo do PDT andam muito à espera do fechamento das alianças partidárias que darão sustentação à campanha do ex-senador. São partidos como o PPS, o Solidariedade, PPL ou PSB que deverão indicar nomes a Osmar para a cobiçada posição.
Por ora, é possível indicar uma boa disposição de os pedetistas aceitarem o nome de Rubens Bueno como companheiro de chapa de Dias; assim como o pessoal do Solidariedade aposta muito no nome do deputado estadual Márcio Pauliki, que já foi do PDT, com boa penetração nos Campos Gerais. Mas Pauliki se diz em campanha para a Câmara do Deputados.
Enfim, façam apostas, senhores.
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