Quem entende do riscado, como Fábio Campana, está avisando:
Beto Richa não está derrotado aprioristicamente, como “profetizam” alguns avaliadores temerários do nosso quadro eleitoral. Para Campana, e todos os que têm olhos para ver, muita água vai rolar, e Beto não deixou de estar na ponta da preferência para o Senado.
Mas será que as últimas denúncias de delatores, e o enrosco em que se envolveu seu ex-todo poderoso assessor Deonilson Roldo, às voltas com a Lava Jato, não terão consequências negativas para o ex-governador?
A possibilidade de esse quadro negativo ferir a candidatura do tucano existe. Por ora, apenas possibilidade, nada de concreto, o que só poderá ser melhor avaliado a partir de novas (e sérias) pesquisas de intenção de votos.
BETO LEONINO
Campana é dos que acreditam que esse leonino Beto Richa (nascido no dia de Santa Martha, 29 de julho, resistente lutadora por suas causas) tem lastro forte.
Esse lastro foi montado numa ampla exposição de quase oito anos de governo e como prefeito de Curitiba. Isso sem contar o legado do pai, José Richa, que ainda o bafeja.
VELHO SENADOR
Olhares mais perscrutadores da corrida ao Senado não aceitam o “decreto” de vitória de Roberto Requião. Isso não só por conta da alta notória rejeição que o velho senador tem no eleitorado, como também pela possibilidade de uma reviravolta a partir de exposição ampla dos muitos candidatos a senador.
FLÁVIO ARNS
Por exemplo: Flávio Arns, REDE, pode ser um enorme beneficiário da ampla aceitação que Marina Silva tem para presidente da República. E mais: Arns, não esqueçam, ficou conhecido por ‘comer pelas bordas’, quando se elegeu senador, anos 1990, derrotando o então “imbatível” Paulo Pimentel ex-governador e dono de veículos de comunicação.
Christiane Yared e Alex Canziani têm eleitorado forte. Devem igualmente ser considerados como competitivos.
“QUEREM SEPARAR OS DOIS”
Nesta quinta, 15, um diretor da Associação Comercial do Paraná (ACP) que pediu anonimato – “por motivos óbvios” – me dizia: “Olha o que estão fazendo, procuram dividir a aliança Cida-Beto Richa. Alguns, nessa faina, vão atrás até de Toni Garcia, a quem falta credibilidade política e empresarial”.
A tentativa de separar a dupla Beto-Cida não está tendo muito resultado. Pelo menos no comitê de Beto, na Rua Mateus Leme, onde convivem muito bem Marcello Cattani, que deverá ser o marqueteiro da campanha de Cida ao governo, e Deonilson Roldo, que foi dispensado pela governadora de expressivo cargo de diretor da COPEL.
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