A perícia da Polícia Federal constatou que a possível causa para o desabamento da ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira, que ligava os estados do Tocantins e do Maranhão e deixou 14 pessoas mortas, em dezembro de 2024, foi a sobrecarga da estrutura.

De acordo com o laudo finalizado pelo órgão no dia 14 deste mês, a queda de parte da ponte pode ter sido causada pelo tráfego de veículos imprevisivelmente superior ao projetado, tanto em quantidade quanto em porte.

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Ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira desabou no dia 22 de dezembro – Foto: Divulgação/PM-TO

Os técnicos também destacaram que, na inauguração da ponte, um caminhão típico pesava cerca de 20 toneladas e hoje são comuns composições que atingem 70 toneladas. A ponte foi construída durante o governo de Juscelino Kubitschek e tem 64 anos.

O documento da perícia foi inicialmente divulgado pelo Fantástico, da TV Globo, neste domingo (27) e obtido pela reportagem.

A polícia também afirmou que a ponte pode ter perdido a resistência de sua estrutura, com a degradação do concreto em decorrência de processos químico-físicos.

Isto, segundo a perícia, pode ter sido agravado pela deficiência na manutenção da ponte. Além do acúmulo de veículos sobre a via nos momentos que antecederam a queda, quando a estrutura já dava sinais de rápida aceleração de seu comprometimento.

A ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira ligava os municípios de Aguiarnópolis (TO) e Estreito (MA), cruzando o rio Tocantins, e fazia parte da rodovia BR-226, um dos trechos da Belém-Brasília.

O desabamento aconteceu por volta de 14h50 do dia 22 de dezembro, e atingiu o vão central da ponte central da estrutura, que tinha 533 metros de extensão.

O acidente derrubou pelo menos dez veículos, incluindo três caminhões transportando cerca de 25 mil litros de agrotóxicos e 76 toneladas de ácido sulfúrico.

Segundo o Ministério dos Transportes, a ponte foi inaugurada em 1961 e a estrutura antiga “já não atendia ao aumento do fluxo de veículos e de carga transportada pelo eixo”.

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