O homem executado com vários tiros no Centro de Curitiba, na noite desta terça-feira (8), era conhecido por atuar como “tesoureiro do tráfico” na região, segundo informou a delegada responsável pelo caso. Vagner Lima Pereira, que usava tornozeleira eletrônica, havia saído da prisão recentemente após ser detido por tráfico de drogas.
De acordo com a Polícia Civil, ele foi perseguido por aproximadamente uma quadra até ser alcançado e atingido por pelo menos cinco disparos na rua Prefeito João Moreira Garcez, próximo ao Paço da Liberdade. O atirador fugiu logo após os tiros e ainda não foi identificado.

A delegada Camila Cecconello informou nesta quarta (9) que uma das linhas de investigação está relacionada ao envolvimento de Vagner com o tráfico de drogas. Os investigadores tentaram obter acesso a imagens de câmeras de segurança que tenham registrado cenas da execução.
“A vítima havia sido presa recentemente por tráfico de drogas e estava solta com tornozeleira eletrônica. Já teve outras passagens por tráfico de drogas, onde foi preso pela polícia no Centro. Ele frequentava a região fazendo o recolhimento do dinheiro do tráfico”, explicou ela ao repórter da RICtv Kainan Lucas.
A vítima foi identificada como Vagner Lima Pereira, de 34 anos, e também era conhecida como “Kiko”. O homem era morador de Piraquara, na Região Metropolitana. Segundo a Polícia Civil, ele tinha antecedentes por tráfico de drogas, furtos e roubos, e atuava no Centro de Curitiba.
Vagner foi atingido por tiros de uma arma de calibre .380 e morreu no local, antes da chegada do socorro. O suspeito do crime fugiu e ainda não foi localizado. A polícia também atua na identificação de testemunhas que possam auxiliar nas investigações. A execução foi presenciada por várias pessoas.
A delegada Camila Cecconello afirmou que a ação colocou em risco a vida de várias pessoas que transitavam pela região. Além de atingir a vítima, os disparos também acertaram pontos de ônibus e o carro de um motorista de aplicativo, que presenciou toda a cena.
Como ajudar nas investigações
A DHPP pede que qualquer pessoa que tenha informações sobre o crime, o autor dos disparos ou a motivação entre em contato de forma anônima pelos seguintes canais:
- Disque 197 da Polícia Civil
- 0800 643 1121 – Disque-denúncia direto da DHPP
A polícia reforça que não é necessário se identificar e que qualquer detalhe, como apelidos, características físicas ou local onde o suspeito possa estar, pode ajudar na investigação.
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