Rodrigo José da Silva, morto em confronto com o Batalhão de Rondas Ostensivas de Natureza Especial (RONE), na manhã de quinta-feira (15), em São Bento do Sul, Santa Catarina, era funcionário da Prefeitura de Campo Magro, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC). A informação foi confirmada pelo município após consulta feita pelo Portal Banda B.

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Foto: Reprodução/Colaboração/Banda B.

Conforme documento que a reportagem teve acesso, Rodrigo foi nomeado em fevereiro de 2025. Ele ocupava um cargo comissionado de diretor adjunto, com salário de R$ 8.658,53.

Segundo a Polícia Militar, Rodrigo estava em companhia de Gilvani de Oliveira — nome falso utilizado por Ricardo Martins — um foragido da Justiça com extensa ficha criminal e mandado de prisão em aberto por roubo. Gilvani também era suspeito de financiar armas para o crime organizado e de envolvimento direto na morte do soldado Fadel, sequestrado, torturado e executado recentemente.

A movimentação da dupla foi descoberta após ações de inteligência da polícia. Rodrigo teria saído de Campo Magro, dirigindo um Hyundai Elantra, até a região de Marmeleiro, no Sudoeste do Paraná — um trajeto de mais de 400 quilômetros — para buscar Gilvani. Ambos seguiam em direção à Curitiba quando foram interceptados em São Bento do Sul.

Durante a tentativa de abordagem, o motorista fugiu e, após perseguição, bateu o veículo contra um muro. De acordo com a PM, os dois reagiram apontando armas para os policiais, que revidaram. Ambos morreram no local. Duas armas de fogo foram apreendidas.

A informação, que deve ser apurada pela Polícia Civil, é de que Giovani financiava armas para criminosos. A suspeita é que ele tenha envolvimento direto na morte do soldado Fadel, que foi sequestrado, torturado e morto a tiros.

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Foto: Colaboração/Banda B.

Investigação

O caso, que levanta questionamentos sobre a ligação de funcionários públicos com o crime organizado, será apurado pela Polícia Civil.

Na quarta-feira (14), o secretário de Turismo de Campo Magro, Wagner de Paula Goulart, e o diretor do Departamento de Finanças, Rafael Jhonathan da Silva, foram exonerados dos cargos, sob a suspeita de terem envolvimento com a tentativa de assalto a uma casa em um condomínio de luxo de Curitiba. O crime aconteceu na terça-feira (13), e pelo menos dois suspeitos estão presos.

Procurada, a Prefeitura de Campo Magro não informou se Rodrigo tinha antecedentes ou histórico disciplinar, limitando-se a confirmar o vínculo com o cargo ocupado na atual gestão.

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