A diarista Odete Adriana da Silva, morta a tiros em uma distribuidora de bebidas no bairro Caximba, em Curitiba, no último dia 15, pode ter sido assassinada por causa de uma dívida relacionada ao conserto de um carro após um acidente de trânsito ocorrido quase dois anos antes, na mesma rua do crime.

O suspeito, que não teve a identidade revelada, foi preso no dia do crime, após ser flagrado dirigindo embriagado e portando uma arma de fogo. Ele foi abordado pela Guarda Municipal (GM) por avançar um semáforo vermelho, em Araucária, na região metropolitana de Curitiba. Durante a revista, os agentes encontraram um revólver calibre .38 no carro e cinco munições deflagradas.

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Vítima foi executada com três tiros no peito, no Caximba, em Curitiba – Foto: Kainan Lucas/RICtv

Segundo o delegado Victor Menezes, na ocasião em que o homem foi preso em flagrante, ainda não se sabia que ele tinha relação com a morte da mulher. A conexão entre o suspeito e o crime só foi descoberta durante as investigações.

“As investigações indicam que o homicídio teria sido motivado por vingança. Em 2023, a vítima teria se envolvido em um acidente de trânsito com o suspeito, sem arcar com os prejuízos causados ao veículo dele”, informou a Polícia Civil nesta segunda-feira (24).

O suspeito se envolveu em um acidente de trânsito com a vítima na mesma rua onde ela foi morta com três tiros no peito, como mostrou a Banda B. Segundo apurou reportagem, o acidente aconteceu na rua Francisca Beralde Paolini, no bairro Campo do Santana, em Curitiba, em agosto de 2023.

Na ocasião, o suspeito dirigia um veículo Celta e a mulher, um Fiat Linea. Os dois carros bateram de frente. A distância entre o local do acidente e o ponto onde a mulher foi executada é de cerca de 500 metros.

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Suspeito fugiu após matar a mulher no Caximba, mas foi preso no mesmo dia em Araucária – Foto: Divulgação/GM

Um boletim de ocorrência obtido pela reportagem aponta que Odete Adriana chegou a ser detida por embriaguez ao volante, resistência à prisão e desacato. Os policiais descreveram que ela se recusou a fazer o teste do bafômetro e os xingou. Além disso, teria chutado um dos policiais e precisou ser contida pelos filhos ao ser informada que o carro dela seria recolhido ao pátio do Detran.

O homem foi submetido ao teste do bafômetro, que não apontou a presença de álcool no sangue.

O assassinato

Odete Adriana da Silva foi executada com três tiros no peito dentro de uma distribuidora de bebidas no bairro Caximba. De acordo com testemunhas, o suspeito parou em frente ao estabelecimento, desembarcou de um carro vermelho, se dirigiu até a vítima e atirou contra ela.

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Carro usado pelo suspeito no dia do assassinato da mulher – Foto: Divulgação/GM

Além dos tiros no peito, a mulher foi atingida por um disparo no dedo indicador da mão esquerda. A vítima já estava morta quando os socorristas do Corpo de Bombeiros chegaram. Odete estava apenas com uma bolsa, um cartão transporte, remédios, carregador de celular e um maço de cigarros.

O celular dela, contudo, não foi localizado pela polícia. Os familiares afirmaram não ter informações sobre o crime.

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