O acidente envolvendo uma carreta carregada com produtos perigosos já provoca uma fila de 20 km na pista sentido São Paulo da BR-116 (Contorno Leste), na manhã desta segunda-feira (17), em Quatro Barras, na região metropolitana de Curitiba.
De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), uma equipe da corporação atua no local para liberar a pista desde as 3h da madrugada. O acidente aconteceu por volta das 2h30 no km 71 da rodovia. “Pista totalmente interditada, no sentido São Paulo, devido derramamento de carga sobre faixa de rolamento”, informou a corporação por volta das 4h.

A PRF destacou que os produtos expostos sobre a rodovia são “altamente tóxicos” e que “aparentemente ainda não existe previsão para liberação”. A informação também foi confirmada pela Arteris Litoral Sul, concessionária que administra o trecho.
Segundo o Instituto Água e Terra (IAT), que também atua na remoção dos produtos, houve derramamento de isocianato de tolueno, acetato de butila e poliéter poliol sobre a rodovia.
O isocianato de tolueno (TDI – Toluene Diisocyanate) é uma substância química de alta reatividade e toxicidade, usada principalmente na produção de espumas de poliuretano, além de estar presente em tintas, adesivos, selantes e vernizes. O líquido pode causar irritação severa nas vias respiratórias, olhos e pele, além de levar a problemas respiratórios graves.
O acetato de butila é um solvente orgânico utilizado em indústrias de tintas, vernizes, adesivos e produtos de limpeza. Ele é conhecido pelo odor frutado, sendo encontrado naturalmente em algumas frutas, como maçãs e bananas. Embora seja menos tóxico do que outros solventes industriais, o produto pode causar irritação nos olhos, pele e vias respiratórias quando inalado em grandes quantidades. Além disso, é altamente inflamável e deve ser armazenado em locais bem ventilados e longe de fontes de calor.
Já o poliéter poliol, um polímero usado na produção de espumas rígidas de poliuretano, adesivos, selantes e revestimentos, não é considerado altamente tóxico, mas pode causar irritação na pele e nas vias respiratórias em caso de exposição prolongada.
“A liberação da pista é condicionada à retirada dos líquidos inflamáveis”, informou o IAT à Banda B.
A PRF disse que ninguém se feriu no acidente. As causas são desconhecidas.
A reportagem procurou a Ambipar, empresa especializada em gestão ambiental que também atua na ocorrência, e aguarda retorno.
Para quem busca uma rota alternativa, é possível acessar a Linha Verde pelos quilômetros 115, 102, 92 e 86.
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