Após ser solto, o vigilante de 33 anos, suspeito de estuprar uma adolescente de 17, no bairro Alto Boqueirão, em Curitiba, foi novamente preso. A Polícia Civil informou que a nova detenção, desta vez, de forma preventiva, aconteceu em um posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF) em Araucária, na região metropolitana da capital (RMC).

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Câmeras flagraram adolescente correndo após crime no Alto Boqueirão. Foto: Reprodução/Banda B.

Em entrevista à Banda B, o delegado Rodrigo Rederde, do Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes (Nucria), explicou que o homem foi solto na Central de Flagrantes porque não havia “flagrante”, visto que a primeira prisão aconteceu mais de 24 horas após o crime.

No entanto, o Nucria fez o pedido de prisão preventiva, que foi aceito pela Justiça nesta quarta-feira (21). O vigilante foi detido após um trabalho de inteligência.

Ele se deslocou até Palmas, no interior do Paraná, em uma tentativa de fuga, talvez. Mas nós conseguimos atraí-lo novamente até Curitiba. Hoje, em um trabalho de inteligência nosso, do Nucria, com a PRF, conseguimos efetivar a prisão dele em um posto da PRF, em Araucária.

Rodrigo Rederde, delegado.

À polícia, após prestar depoimento ao ser preso nesta quinta, ele voltou a negar o crime e não entrou no mérito do áudio gravado pela vítima, o qual a Banda B optou não divulgar devido a gravidade dos fatos relatados.

Ele foi interrogado e negou a autoria. Ele não ficou em silêncio, resolveu falar, trouxe sua versão dos fatos, e negou a autoria. No entanto, há provas mais que robustas de que foi ele. Nós vamos concluir a investigação e estamos convictos que há grande quantidade de provas contra ele.

Rodrigo Rederde, delegado.

Outras vítimas?

A Polícia Civil ainda investiga possíveis outras vítimas. Apesar disso, Rederde diz garantir possuir “provas robustas” de que o vigilante cometeu o crime contra a adolescente.

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Vigilante foi preso pela PM e confessou crime. Foto: Banda B.

Ainda estamos investigando. Há muitas pontas que precisamos sanar nessa investigação. Por exemplo, as roupas que a vítima usou no dia, esse conflito genético e pericial. A perícia na vítima, a conjunção carnal já está comprovada. Tem o laudo pericial neste sentido. No entanto, ainda tem muitas pontas que a gente precisa sanar da investigação. Isto passa pelo próprio veículo, com as câmeras de segurança usadas, que não levantamos todas. Há mais coisas para descobrir.

Rodrigo Rederde, delegado.

O Ministério Público do Paraná (MP-PR) já ofereceu denúncia e agora o homem responde a um processo criminal por estupro contra um adolescente de 17 anos. Neste momento, ele está à disposição da Justiça e será investigado pela ação contra possíveis outras vítimas.

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