A mulher suspeita de assassinar a facadas Patrícia Cristina do Nascimento, de 44 anos, na frente do filho autista da vítima, de apenas 10 anos, mandou um áudio (ouça abaixo) para ela minutos antes do crime. O caso aconteceu no dia 6 de janeiro no bairro Campo de Santana, em Curitiba. A autora do crime seria a atual esposa do ex-marido de Patrícia.

No áudio, a suspeita pelo crime chama Patrícia de “ratinha de esgoto” e diz que a mulher fica “mendigando pensão”.
“Eu criei os meus dois filhos sozinha, eu não fiquei mendigando pensão, enchendo o saco do ex e nem da mulher do meu ex. Eu tenho dignidade”, diz a atual do ex-marido da vítima.
Também é possível ouvir ao fundo do áudio, o ex-marido de Patrícia dizendo que a ex-mulher “se faz de coitada”.
Ouça o áudio abaixo:
Filha da vítima
Segundo a filha de Patrícia, Tatiana do Nascimento Franco, a motivação do crime seria o pagamento de pensão. O conflito já teria virado um processo judicial.
“O crime foi todo premeditado pelo ex-marido da minha mãe. A atual mulher dele não sabia onde minha mãe morava, então foi ele que levou ela até a porta da minha mãe pra assassinar ela. Eles começaram a gritar no portão, minha mãe desceu e no que ela abriu a porta a mulher já desferiu o golpe contra ela”, contou a filha.
O ex-marido da vítima é peruano e a família de Patrícia teme que ele fuja do país junto com a atual mulher.
Tatiana quer uma medida protetiva contra os dois, pois teme por sua segurança. Segundo ela, um carro estaria rondando sua casa.
Soltos
Os dois suspeitos de envolvimento no crime foram presos em flagrante no dia dos fatos, porém na sequência acabaram sendo soltos. A reportagem da Banda B entrou em contato com a Polícia Penal para entender as razões da soltura.
O advogado que representa a família da vítima, Igor Ogar, criticou a liberação da dupla.
“Crime absurdo, mas mais absurdo que o crime é o descaso das autoridades. Inaceitável que eles tenham sido liberados, inclusive com a mulher tendo confessado o assassinato. Entendemos que houve um crime de homicídio por motivo fútil, com condições que impossibilitaram a defesa da vítima e o próprio feminicídio”, disse Ogar.
Ainda de acordo com o advogado, o ex-marido da vítima e a atual dele teriam troca de roupa após o crime e voltaram à cena dos fatos para “especular se haviam ou não deixado vestígios”.
O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil.
📲 O Google pode parar de mostrar o portal Banda B. Clique aqui para ver nossas notícias.