A mãe de Isabely Moreira, mulher trans assassinada com uma facada no pescoço no Centro de Curitiba, revelou à Banda B como foi a última conversa com a filha. Elza Souza da Silva disse, na manhã desta quinta-feira (16), que a vítima era uma pessoa tranquila e que o crime pode ter sido cometido durante um encontro amoroso.

isabely trans assassinada no centro
Isabely foi assassinada com uma facada no pescoço (Acervo Pessoal)

Isabely, de 38 anos, foi morta na noite da última terça-feira (14) na esquina da Alameda Cabral com a Avenida Princesa Isabel. Mesmo com o corte profundo na garganta, ela correu por alguns metros em busca de socorro.

Dona Elza, que mora em São Vicente no estado de São Paulo, recebeu a notícia por uma amiga da filha.

“Ela só falou: a Isa foi esfaqueada por alguém, dona Elza. E aí eu perguntei: ela está viva? E ela respondeu: não, dona Elza. Ela está morta”, disse.

A mãe contou que conversou com a filha na tarde de terça-feira e que ela parecia estar feliz nas mensagens.

“Eu tinha conversado com ela durante a tarde sobre uma bolsa minha que estava com ela e ela encerrou a conversa com ‘kkk’. Foi a última mensagem […] Ela era uma pessoa amável com todo mundo, me respeitava muito como mãe, tinha a vida dela como toda pessoa tem, era uma pessoa muito amorosa com os irmãos”, lamentou.

Segundo Elza, a filha teve outras passagens por Curitiba, mas estava morando definitivamente aqui há duas semanas.

“Ela veio para cá tranquila, estava feliz. Fazia duas semanas que estava aqui, mas já esteve outras vezes anos atrás”, afirmou.

Conforme a mãe, Isabely não havia relatado problemas ou ameaças.

“”Nunca disse ter recebido ameaça ou falado pra mim ‘mãe tem alguém me perturbando’ […] Ninguém sabe se ela tinha conhecido alguém. Ninguém sabe se estava se relacionando com alguém. Ninguém sabe se ela tinha marcado um encontro naquela hora. Ela sempre me falava: mãe, arrumei uma pessoa e estou namorando. Mas não havia falado nada”, detalhou.

Apesar de não saber sobre a vida amorosa da filha, Elza acredita que o crime pode ter sido cometido durante um encontro. O celular de Isabely já está com a polícia.

“Eu acredito que vai ter uma resposta (da polícia). Acredito que não foi um assalto, porque o celular ficou. O celular foi apreendido e ali tem conversas dela comigo e com as outras pessoas. Se foi um encontro naquele dia, deve ter chamado ela pelo WhatsApp”, considerou.

O velório de Isabely acontece no Cemitério Municipal do Santa Cândida, mesmo lugar onde o corpo será sepultado no fim da manhã desta quinta-feira.

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