Por Felipe Ribeiro e Antônio Nascimento
Foto: Antônio Nascimento – Banda BDois dias após a morte da pequena Nicole Aparecida Dzuerka, de seis anos, vizinhos se mobilizaram neste domingo (5) para cobrar justiça e pedir a prisão do responsável. Eles se reuniram em frente a casa da família de Colombo, na região metropolitana de Curitiba, queimaram pneus e picharam o muro da frente com a frase “Aqui mora um estuprador”. A menina morreu na madrugada da última sexta-feira (3) e, de acordo com relatório que médicos da Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) passaram para a Polícia Civil, a pequena apresentava claros sinais de violência sexual.
Maria Aparecida Cardoso disse à Banda B que a menina já vinha sendo violentada há dois anos e é um absurdo ninguém saber quem cometeu o suposto crime. “Nós queremos justiça, é uma criança indefesa que foi morta e não podemos deixar isso impune”, disse. Alguns manifestantes mais exaltados prometem colocar fogo na casa da família caso o responsável não apareça.
O avô da vítima, José Agostinho da Costa, de 71 anos, disse que já foi interrogado e não sabe dizer quem pode ter feito algo assim. “Amanhã a polícia vai saber pelo exame se alguém aqui de casa fez isso. Se houver confirmação, só Deus sabe o que posso fazer. Mas o certo é que nunca percebi nada diferente e ela nunca se queixou. Estamos sim assustados com o protesto, mas se colocarem fogo, vão ter que se acertar com Deus depois”, comentou.
Durante o protesto, Agostinho chegou a discutir com os manifestantes. Várias ameaças foram feitas contra a família caso o exame confirme a suspeita policial.
Foto: Antônio Nascimento – Banda BO caso
Com marcas de violência sexual, Nicole morreu na madrugada de sexta-feira (3). De acordo com a Polícia Civil, a menina chegou a ser levada para a Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) do Alto Maracanã na quinta-feira, mas familiares alegaram ao médico de plantão que a menina estaria com uma gripe e possíveis complicações de uma anemia falciforme, o que pode ter prejudicado um possível tratamento.
À Banda B, o delegado Reinaldo Zequinão explicou que, assim que foi constatada a morte, o médico percebeu claros sinais de abuso sexual. “Conseguimos perceber que o médico não foi informado adequadamente da situação na quinta, talvez por um acobertamento da família o outra circunstância. A situação aparentemente piorou durante a noite e ela não resistiu”, lamentou.
O material genético da menina foi recolhido e deve ser levado para a análise pericial. A causa da morte também está sendo apurada.
A Delegacia do Alto Maracanã investiga o caso.
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