Por Elizangela Jubanski
A Justiça decide nessa semana se a policial civil Kátia das Graças Belo, que é acusada de matar a copeira Rosária Miranda da Silva, vai a júri popular. A decisão acontecerá na 2ª Vara do Tribunal do Júri de Curitiba na quarta-feira (19), a partir das 14 horas. A policial civil, testemunhas de acusação e defesa serão ouvidos durante a tarde, antes da determinação sobre o encaminhamento ou não do caso para o júri.
Rosária foi baleada no dia 23 de dezembro durante uma confraternização. (Foto: Reprodução)O advogado de acusação Ygor Salmen disse à Banda B estar confiante com a decisão favorável à família da copeira. “É uma semana de extrema importância para o desfecho desse caso, será realizada a audiência em que a Kátia, a policial que atirou, vai ser ouvida, assim como testemunhas de acusação e de defesa. Estamos bem confiantes, tendo em vista que todas as testemunhas foram localizadas, a policial também foi localizada, a partir do endereço que concedeu à justiça. Se não houver nenhuma manobra por parte da defesa de Kátia, saberemos se ela será pronunciada ou não”, descreveu.
Em fevereiro, o Tribunal do Júri aceitou a denúncia que tornou a policial ré no processo. Na decisão, Kátia seguia em liberdade e trabalhando, normalmente. Na decisão, o juiz Daniel Ribeiro Surdi de Avelar ainda negou o pedido de prisão preventiva feito pela Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), acatando os argumentos apresentados pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR) de que ela não representa perigo concreto à sociedade, já que tem residência física, apresentou-se à polícia e não possui antecedentes criminais.
O caso
Rosária participava de uma confraternização no último dia 23 de dezembro no Centro Cívico, em Curitiba, quando foi baleada na cabeça. Ela chegou a ser socorrido e ficou internada no hospital, mas não resistiu e morreu no dia 1º de janeiro. Na DHPP, Kátia disse que se irritou com o barulho da festa, que ocorria ao lado de casa. O disparo teria sido feito da janela do apartamento dela.
A investigação da Polícia Civil aponta que Kátia fez mais de um disparo contra a festa em que a vítima estava. De acordo com a análise da Polícia Científica, uma das simulações mostra que a janela de Kátia é compatível com a trajetória da bala que atingiu a cabeça de Rosária. A investigação encontrou ainda um vídeo de monitoramento de uma empresa vizinha, que apontaria que a investigadora fez pelo menos dois tiros contra a festa e não um como afirmou em depoimento na DHPP. As imagens mostrariam clarões vindos da janela da policial.
O laudo, no entanto, aponta uma ressalva. Os peritos apontam que uma árvore e outros elementos causam uma obstrução de visão direta. Mesmo assim, a perícia acredita que a janela é compatível como origem do tiro.
📲 O Google pode parar de mostrar o portal Banda B. Clique aqui para ver nossas notícias.