Redação

Servidores em manifestação em frente à Câmara de Curitiba – Foto: Sismuc

Os servidores municipais de Curitiba se reúnem na noite desta segunda-feira (24), em assembleia, para definir a adesão à greve nacional do dia 28 de abril e avaliar o início de uma greve geral do conjunto do funcionalismo contra o pacote de ajuste fiscal do prefeito Rafael Greca. A assembleia unificada acontece no Paraná, às 19h.

Os servidores entendem que o pacote com 12 pontos, enviado pelo prefeito à Câmara, ameaça os direitos do funcionalismo, como a licença-prêmio, planos de carreira, 13º salário, previdência e reajuste da data-base. Nacionalmente, os trabalhadores protestam ainda contra as reformas trabalhista, previdenciária e o projeto de terceirização.

“O prefeito fala que a prefeitura não tem recursos, mas entendemos que há outras formas de resolver o problema de caixa que não seja exclusivamente prejudicando servidores e as famílias de baixa renda. Não descartamos a possibilidade de greve geral por tempo indeterminado. Até porque a prefeitura já informou que não há mais espaço para negociação e que o diálogo agora tem que ser com os vereadores. É o que estamos tentando na Câmara. Ou conseguimos a retirada dos projetos de ajuste ou queremos um debate mais ampliado que não prejudique toda a cidade”, explicou a diretora do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Curitiba (Sismuc).

A convocação de uma assembleia geral do funcionalismo público foi aprovada na última assembleia do magistério, no dia 30 de março. A categoria decidiu que a construção de uma mobilização unificada é a única forma de barrar o pacote de ajuste fiscal imposto pelo prefeito Rafael Greca.

Os 12 projetos que compõem o ajuste estão na fase de análise da Procuradoria Jurídica da Câmara Municipal e ainda não há uma data definida para a votação no plenário.

Além do Sismuc, podem aderir à Greve Geral do dia 28: o Sindicato dos Servidores do Magistério Municipal de Curitiba (Sismmac), o Sindicato dos Guardas Municipais de Curitiba (Sigmuc) e a Associação dos Funcionários Técnicos em Tributação da Prefeitura de Curitiba (Afisc Sindical). Se todas as categorias entrarem em greve, mais de 40 mil servidores deixarão de trabalhar no dia 28 em Curitiba.

Ajuste

No final de março, a Prefeitura encaminhou à Câmara Municipal 12 mensagens dos projetos de lei com medidas do Plano de Recuperação de Curitiba. “É um plano para salvar as finanças do município”, disse o prefeito Rafael Greca.

As mudanças devem afetar mais de 30 mil servidores que ainda trabalham e outros 16 mil aposentados e pensionistas.

Entre as mudanças propostas estão:

-Reajuste dos servidores: de março para novembro

-Plano de Previdência: criação de um Fundo de Pensão e o aumento de contribuição

-Licença Prêmio: acabar com benefício para novos servidores e alterar a regra para os atuais

-13º salário: pagamento proporcional aos últimos 12 meses de trabalho

-Impostos: transmissão de bens imobiliários de 2,4% para 2,7% para imóveis financiados até R$ 300 mil

-Cartão transporte: prazo cai de cinco anos para um ano, ou seja, a partir de um ano, os créditos perderiam a validade.

A Banda B procurou a assessoria da prefeitura de Curitiba nesta segunda-feira, mas a informação que só haverá alguma manifestação após a assembleia dos servidores.

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