Redação
A Corregedoria da Polícia Civil investiga o possível vazamento de informações da Operação Pane Seca que resultou no assassinato de Fabrizzio Machado da Silva, presidente da Associação Brasileira de Combate a Fraudes de Combustíveis. A hipótese é de que o vazamento de conteúdos sigilosos tenha saído do Departamento de Inteligência da Polícia do Paraná (Diep), que tinha Fabrizzio como informante. Há investigação em andamento e uma fonte da Banda B afirmou que suspeitos estão sendo identificados. No sábado (29) à noite, o dono de quatro postos de combustíveis e ex-vereador Onildo Chaves de Córdova II, 36 anos, foi preso pela Polícia Civil, em um flat no bairro Batel, em Curitiba, acusado de ser o mandante do crime. Outros dois suspeitos também foram detidos.
Fabrizzio deixou esposa e filha pequena. Foto: ReproduçãoEm entrevista coletiva no domingo (30), o secretário de Segurança Pública do Paraná, Wagner Mesquita, disse que novas informações podem surgir e que medidas sobre o suposto vazamento estão sendo investigadas. “Com certeza, teremos novas informações e novos passos e podem surgir novas implicações que tragam mais relações com a Pane Seca, se isso aconteceu, isso também vai ser objeto de apuração. Qualquer vazamento de informação é preocupante, vão ser tomada todas as medidas. Temos hoje medidas em andamento na Corregedoria da Polícia Civil sobre fatos envolvendo a operação, temos a própria Delegacia do Consumidor com inquéritos em relação a isso. Vamos tratar isso com profissionalismo. Todas essas delegacias, eventualmente Ministério Público do Paraná, acompanhando todos os fatos e todos têm autonomia para produzir suas investigações”.
A polícia já trabalha com suspeitos ligados ao Diep e que, de maneira indireta, também tinham relações com os donos de postos de combustíveis. Indagado sobre envolvimento de um suspeito na coletiva de imprensa, Mesquita negou o alvo. “Ao que me consta ele (suspeito de vazamento de informações) não é investigado em nenhum desses momentos, a partir do momento que houver qualquer implicação vamos tomar as medidas cabíveis, com certeza”, explicou o secretário.
Já o delegado que comanda as investigações na Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) Cássio André Dias Conceição também afirmou durante a coletiva que a morte de Fabrizzio pode ter relação com vazamento de informações, já que Onildo é dono de postos de combustíveis e foi preso pela operação por irregularidades, permanecendo detido por cinco dias para averiguação. “Pode ser que sim, pode ser que sim. Na verdade, é o que também estamos investigando e, principalmente, porque temos convicção de que foi o Onildo”, declarou.
Sobre de que forma o mandante do crime e dono dos postos, Onildo Chaves de Córdova, soube que estava sendo novamente investigado pela Operação Pane Seca, que tinha Fabrizzio como informante, o delegado Conceição se isentou. “Não posso dar informações sobre isso. Essa questão de vazamento de informações não é área da Homicídios”, finalizou.
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