Por Felipe Ribeiro e Flávia Barros

Suspeitos foram encaminhados à DFR (Foto: Flávia Barros – Banda B)

Durante cumprimento de mandados da ‘Operação Blackout’, que terminou com cinco pessoas presas e pelo menos 15 adolescentes apreendidos nesta terça-feira (2), um caso de receptação chamou a atenção de investigadores da Delegacia de Furtos e Roubos (DFR) de Curitiba. Isso porque uma mulher, identificada pela polícia como compradora de um dos celulares roubados, na verdade adquiriu o aparelho dentro do mesmo estabelecimento em que o crime aconteceu, mas em uma loja diferente.

De acordo com o delegado Emannuel David, a vítima contou que tinha nota fiscal e que comprou o aparelho no PolloShop Alto da XV. “Nesse caso, um empresário que já tinha sido roubado antes provavelmente comprou os aparelhos dos próprios autores do fato”, relatou.

À Banda B, a vítima contou que a loja possui assistência técnica, mas que foi informada de que o aparelho não teria mais conserto. “Eu olhei os aparelhos ali para comprar um novo, voltei e comprei. O valor era de mercado, R$ 3,9 mil, mas só me deram o ticket do cartão e eu nem reparei na nota fiscal. Ele estava todo novo, mas foi a polícia que descobriu o roubo, foi um susto”, disse.

Operação Blackout

Além dos cinco presos, oito pessoas foram autuadas como receptadoras de celulares. Com um deles foi apreendido um carro roubado, além do telefone celular. A Polícia Civil chegou até os assaltantes através de depoimentos de comparsas e reconhecimento feito pelas vítimas. Foram identificados os responsáveis pelos crimes praticados nos shoppings Palladium, Muller e Curitiba, e ainda nos supermercados Angeloni e Extra.

Segundo a Polícia Civil, nos casos em que os cinco não atuaram diretamente nos roubos, a atuação foi intelectual, planejando os crimes e cooptando adolescentes para executar os roubos. Desta forma, além de responder pelo crime de roubo majorado, eles serão indiciados também por corrupção de menores.

Até o momento os policiais da DFR atuaram oito pessoas pelo crime de receptação – que compraram o aparelho roubado e não conseguiram comprovar a licitude da aquisição. Mais de 40 pessoas, suspeitas de portar os aparelhos roubados, foram conduzidas coercitivamente pela Polícia Civil.

A ação policial foi batizada como “Blackout” porque após os roubos e furtos de aparelhos celulares, a polícia solicita ao Poder Judiciário o bloqueio imediato do IMEI (número único que identifica o aparelho) para que não possa ser repassado/vendido para as pessoas.

Foto: Flávia Barros – Banda B

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