O preço dos combustíveis deve variar menos com a nova política de preços da Petrobras, mas isso não significa que ele vai ficar mais barato necessariamente, avaliam analistas ouvidos pela BBC News Brasil.

A estatal anunciou na terça-feira (16) a mudança nas regras, que desde 2016 seguiam de perto as oscilações do valor do petróleo no mercado internacional.

Petrobras anunciou corte nos preços de gasolina, diesel e gás de cozinha. Foto: Getty Images

Isso, na média, levou ao encarecimento de produtos como gasolina, diesel e gás de cozinha no Brasil. A nova política passará a levar em conta alguns fatores domésticos, mas continuarão seguindo parâmetros internacionais.

A mudança foi uma promessa de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de “abrasileirar” os preços da estatal.

“Nós não estamos afastando o efeito da referência internacional, mas estamos sim colocando um filtro, uma possibilidade de a empresa Petrobras conseguir fazer, com sua capacidade de refino, com custos brasileiros, pelo menos em grande parte, para amortecer esses efeitos”, disse o presidente da estatal, Jean Paul Prates.

O mercado reagiu bem à mudança, e as ações da Petrobras fecharam com alta superior a 2%, na contramão do Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores, que caiu 0,77%.

Junto com a nova política de precificação, foi anunciada também uma redução no valor que a estatal cobra na venda da gasolina, do óleo diesel e do gás de cozinha para distribuidoras, a partir de quarta-feira (17). Essa diminuição poderia ter sido adotada mesmo na política de preços anterior, vigente desde 2016, já que reflete o recente barateamento internacional do petróleo.

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