Por Felipe Ribeiro
A greve dos professores e funcionários da rede estadual de ensino do Paraná entrou no vigésimo dia neste sábado (28) e ainda não tem data para terminar. Ontem, o governo do estado entrou com um pedido liminar para que a Justiça considere ilegal a greve, o que gerou uma nota de repúdio por parte do Sindicato dos Trabalhadores da Educação do Paraná, APP-Sindicato. A assembleia da categoria está marcada para a próxima quarta-feira (4) e a orientação do momento é que a paralisação continue.
De acordo com o governo, a ação judicial é baseada em um suposto descumprimento de acordo por parte da APP. A ideia do Estado é retomar as aulas já na próxima segunda-feira (2). Em entrevista à Banda B na manhã de quinta-feira (26), o governador Beto Richa afirmou que todas as reivindicações da categoria foram atendidas. “Acredito que está tudo resolvido e a greve vai acabar, com as aulas retornando na segunda”, disse.
Após a decisão de entrar da justiça, a APP emitiu uma nota de repúdio ao governo. Segundo o sindicato, a ação desconsidera a garantia do direito constitucional de greve previsto, inclusive, em convenções internacionais. “Tal atitude só demonstra a falta de diálogo deste governo com os trabalhadores. Vale ressaltar que o governador não participou de qualquer reunião de negociação. O governo apresentou suas propostas e foi informado pela comissão de negociação de que tais propostas seriam levadas à avaliação da categoria. Isso ocorrerá na próxima quarta-feira”, disse.
O sindicato ainda afirmou que, caso a liminar seja concedida, o departamento jurídico da entidade não medirá esforços para a garantia do direito de greve. A liminar começou a ser analisada ainda nesta sexta-feira (27) pelo Tribunal de Justiça e pode sair a qualquer momento.
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