A morte de um rapaz de 27 anos tem gerado dúvidas e consternação. Edgar Augusto de Padua Castro morreu no sábado (11), após levar um choque da máquina de policiais militares, durante o que seria uma tentativa de abordagem após uma discussão numa lanchonete do bairro Boa Vista, em Curitiba. A família busca respostas. A PM nega que tenha havido choque.

Foto: Arquivo Pessoal/Redes Sociais.

A situação aconteceu no interior da lanchonete que fica na esquina das ruas Lodovico Geronazzo com Paula Prevedello Gusso. Edgar estava com amigos e até agora ninguém soube dizer ao certo o que aconteceu no local. 

“A princípio, a gente sabe duas histórias e distorcidas, ainda. Uma delas é de que ele estava sob efeito de drogas, e começou a quebrar tudo dentro da lanchonete. Ele é um ex usuário, a gente sabe disso, mas a princípio até onde a gente sabe ele não estava mais envolvido com nada. Ele estava tranquilo com os amigos dele”. 

disse um primo de Edgar, que pediu para não ser identificado

A outra versão para a história, a que a família teve acesso, traz poucas informações e deixam ainda mais dúvidas.

“Soubemos pelos amigos dele, que estavam com ele, é que ele estava tranquilo, não usou nada e não sabem o motivo de ter começado a discussão com o dono do bar. A gente sabe que o dono do bar é policial ou ex-policial, e ele chamou a PM para conter ele, deram choque e ele acabou vindo a falecer”.

contou um primo de Edgar, que pediu para não ser identificado

Edgar foi velado e sepultado nesta segunda-feira (13), no Cemitério Municipal do Água Verde. De acordo com a família, como ainda não têm o laudo do Instituto Médico-Legal (IML), não sabem ao certo qual foi a causa da morte.

“Ainda não temos o laudo do IML e não sabemos o que aconteceu ao certo. O corpo está todo machucado, queixo machucado, mãos machucadas. Queremos um esclarecimento, uma resposta”. 

comentou um primo de Edgar, que pediu para não ser identificado

PM nega choque

A reportagem da Banda B procurou a Polícia Militar (PM), que informou não ter sido utilizada arma de choque na abordagem. A PM encaminhou o relatório de atendimento, que descreve que a equipe foi acionada para atender uma ocorrência de dano ao patrimônio na região. 

“Ao chegar no local, os policiais militares constataram que o indivíduo estava com os sentidos psicomotores e estado neurológico alterados, possivelmente, pelo consumo de entorpecentes. Antes mesmo da abordagem policial, por não acatar a determinação da equipe, o indivíduo apresentou uma parada cardiorrespiratória e o SAMU foi acionado. No entanto, após tentativa de reanimação, foi constatado o óbito”. 

diz o relatório de ocorrência encaminhado pela PM

Segundo a PM, além do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), também foi acionada uma equipe da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). A Polícia Civil deve apurar a morte.

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