Por Luiz Henrique de Oliveira
Os servidores municipais de São José dos Pinhais, região metropolitana de Curitiba, realizaram uma manifestação durante a sessão desta terça-feira (7) na Câmara Municipal da cidade. Eles afirmam que os vereadores realizaram uma espécie de ‘golpe’, ao rejeitarem propostas que foram aceitas para colocar um fim na greve, que aconteceu em maio deste ano.
De acordo com Vagner Rodrigues Batista, presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais da cidade (Sinsep), os vereadores retiraram o pedido de retroativo do projeto da licença prêmio e estão segurando, desde a greve de maio, a lei que regulamenta a hora atividade de 33 %dos professores.
“Foi aprovado em primeiro turno a licencia prêmio e eles armaram para que o segundo turno fosse votado sem a presença dos servidores. Estava marcado para ser votado na quinta-feira da semana passada, mas eles anteciparam e fizeram na terça. Armaram um palco para que ninguém soubesse e não houvesse pressão dos servidores”, lamentou o sindicalista.
Batista acredita que a manobra dos vereadores foi tomada após reunião com a Prefeitura de São José dos Pinhais. “Provavelmente a administração municipal pediu e todos votaram contrários. Nós estamos em estado de greve e vamos realizar protestos e tentar evitar que isso não aconteça também com outros benefícios garantidos”, disse.
Na época da greve, a prefeitura informou que foi concedido um reajuste de 8,34%, determinando que a correção fosse retroativa ao mês de maio. Entre os itens da proposta aceita ainda estava a implantação da licença prêmio e de 33% de hora atividade, o que agora não teria sido cumprido.
A Banda B entrou em contato com a assessoria de imprensa da Câmara Municipal e da Prefeitura de São José dos Pinhais. A Câmara informou que a proposta não foi aprovada porque era inconstitucional.
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