Por Elizangela Jubanski e Djalma Malaquias

matou-guardaSuspeito está identificado e polícia está a caça dele. Foto: Reprodução

O principal suspeito de ter matado o guarda municipal Roni Fernandes, no Centro de Curitiba, é um homem bastante temido na região do bairro Boqueirão. Evandro de Oliveira Marcolino, 27 anos, conhecido como ‘Peixinho’, faz parte de uma quadrilha envolvida com roubos, assaltos, prostituição, drogas e tem lista extensa na polícia. A mulher que, inicialmente, ajudava nas investigações com informações sobre o assassino foi presa. Sueli Carolina da Silva, 32 anos, é acusada de integrar a quadrilha e repassar denúncias falsas para os investigadores. Marcolino, ou Peixinho, segue foragido.

assassino-guardaEvandro está foragido. Foto: PC/Banda B

De acordo com delegado Rafael Vianna, da Delegacia de Furtos e Roubos (DFR), o suspeito de ter atirado contra o guarda após o assalto a uma distribuidora de doces tem perfil de bandido. “Ele é uma pessoa violenta, totalmente envolvida na criminalidade, com prostituição de jovens e travestis, tráfico de drogas, assaltos e roubos e um esquema de práticas de crimes”, descreve o delegado.

Bastante temido da região do Boqueirão, Peixinho cobrava pedágios para que prostitutas atuassem nas ruas. Ele as explorava e ainda disseminava o tráfico de drogas. Já esteve preso e, inclusive, condenado em um dos inquéritos, segundo o delegado Rubens Recalcatti, que comanda a Divisão de Crimes contra Patrimônio.

Segundo as investigações, Peixinho saiu de casa com apenas 11 anos para morar nas ruas. Ele foi apreendido quando era adolescente por crimes como roubos e assaltos, e preso diversas vezes nos últimos anos. “Esperamos agora que com as fotos, consigamos prendê-lo o quanto antes. Não temos dúvidas com relação ao envolvimento dele no crime. Até a fuga foi solitária”, afirma Vianna.

Entretanto, Peixinho contou com o auxílio de uma mulher após o crime. Policiais da DFR recebiam diversas informações sobre o autor, todas falsas. “A mulher vinha mantendo contato com a gente, passando informações sobre a vida, a família do suspeito, mas nunca encontrávamos ele. Saíamos para diligências e nunca o prendíamos. Descobrimos que ela fazia parte da quadrilha e queria que as investigações ficassem tumultuadas”, conta o delegado da DFR.

Sueli foi presa e pode responder por denunciação caluniosa e pegar até 8 anos de prisão. Qualquer informação pode ser repassada à Delegacia de Furtos e Roubos pelo telefone (41) 3218-6100.

O caso

Roni Fernandes foi baleado na cabeça após um assalto a uma loja de doces no cruzamento da Rua André de Barros com a Lourenço Pinto. Ele chegou a ser encaminhado às pressas para o Hospital Cajuru, mas não resistiu e acabou morrendo. No mesmo dia, a GM divulgou imagens que mostram o suspeito roubando o estabelecimento e correndo pela região após o crime.

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