do site aRede, de Ponta Grossa
O cabo do Corpo de Bombeiros Antônio Cesar Leal confessou, à Polícia Civil, ser o autor do disparo que matou o bancário Marcio Koslosky, de 56 anos. O crime foi registrado na tarde da última segunda-feira (17), no Jardim Carvalho. O suspeito se apresentou nesta quarta (19) na 13ª Subdivisão Policial (SDP), prestou depoimento às autoridades e foi liberado na sequência.
Antônio Cesar Leal confessou o crime e diz que “achou” que vítima iria atirar – Foto: Reprodução aRedeA versão do bombeiro sobre o caso foi colhida pelo delegado Josimar Antônio da Silva. O suspeito estava acompanhado do advogado Eloi Leal e também de uma autoridade do Corpo de Bombeiros. Em depoimento, o cabo afirmou que já tinha uma desavença desde o início do ano com a vítima e que agiu em legítima defesa. “Ele foi conversar com a vítima e, chegando na casa, ela [vítima, Marcio Koslosky] acabou se exaltando e colocou a mão para trás. Ele [Antônio] imaginou que a vítima fosse empunhar algo. Quando sentiu que a sua integridade física estava em risco, ele sacou um revólver calibre .38 e efetuou o disparo”, conta o delegado, de acordo com a versão apresentada pelo suspeito.
Josimar ainda ressalta que a discussão teria sido rápida e que o disparo aconteceu de uma distância de aproximadamente quatro metros – a bala atingiu a cabeça da vítima, que não resistiu aos ferimentos e morreu no portão de casa, quando saía para o trabalho. Depois, a polícia verificou que a vítima não estava armada.
Cabo foi liberado após depoimento
O interrogatório durou cerca de duas horas – começando perto das 12h e acabando por volta das 14h. A Polícia Civil liberou o cabo logo após o depoimento, já que havia passado o período de flagrância. “Não havia nenhum mandado de prisão expedido em face dele, até porque nós não tínhamos todos os fatos e eles ainda estavam sendo analisados”, explica o delegado. De acordo com Josimar, o mandado de prisão ainda depende de elementos existentes no autos, bem como a conduta do suspeito em colaborar ou não com as investigações.
O caso
Segundo informações de familiares colhidas pela Polícia Militar, Marcio deixava a casa logo após o almoço para voltar ao trabalho em uma agência bancária. Ele foi surpreendido no portão da residência, no Jardim Carvalho, pelo autor do crime. A vítima levou um tiro na cabeça e só teve tempo de tocar a campainha pedindo por socorro, mas os familiares já o encontraram morto assim que abriram a porta da residência.
Ninguém presenciou a cena do crime. O Corpo de Bombeiros foi acionado, mas não conseguiu chegar a tempo para prestar qualquer tipo de socorro à vítima. A Polícia Militar também esteve no local, isolou a área e acionou o Instituto Médico Legal (IML).
Após uma perícia da Polícia Científica e do Instituto de Criminalística, o corpo de Marcio foi encaminhado para a sede do IML, onde passou por exames de necropsia.
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