
Ninguém tem dúvidas dos méritos do Athletico em sua trajetória na Copa Libertadores da América, que resultou na chegada à grande decisão, no dia 29 de outubro, contra o Flamengo, em Guayaquil, no Equador. Um dos desafios para os dois rubro-negros envolve a manutenção das suas principais peças para a final continental.
Faltam 38 dias até a partida no Estádio Monumental Isidro Romero Carbo, mas questões físicas já vieram à tona. Nesta semana, foi noticiado que o meia uruguaio Giorgio De Arrascaeta, principal nome da equipe flamenguista em 2022, está atuando com dores no púbis, e seguirá assim, já que é nome certo na lista do Uruguai para Copa do Mundo do Catar.
O técnico Dorival Júnior já não tem o atacante Bruno Henrique neste ano, e a tendência é que tenha de lançar mão de todo o seu plantel para os nove compromissos antes da final da Libertadores. Destes, duas partidas valerão pela decisão da Copa do Brasil, frente ao Corinthians, o que trará um componente de desgaste extra ao time da Gávea.
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Mais desfalcados
O Flamengo não será o primeiro time que o Furacão encarará nesta Libertadores com possíveis desfalques importantes. Desde as oitavas de final, contra o Libertad, a equipe comandada por Luiz Felipe Scolari duelou com adversários com problemas na equipe titular. No caso do Gumarelo, o artilheiro Julio Enciso, de 18 anos e goleador do país, foi negociado com o futebol inglês dias antes do primeiro confronto entre os dois clubes nas oitavas.
A situação se repetiu contra os argentinos do Estudiantes de La Plata, adversário das quartas da competição continental. No jogo de ida, em Curitiba, o Pincha não teve o zagueiro Fabián Noguera e o atacante Leandro ‘Loco’ Díaz, ambos titulares e lesionados – o segundo só atuou no jogo de volta. Outro avante, Mauro Boselli, também só atuou parte do jogo de volta.
Nas semifinais, o Palmeiras não teve o volante Danilo nos dois jogos contra o Athletico, enquanto o meia Gustavo Scarpa só atuou na partida no Allianz Parque. Já outro armador, Raphael Veiga, só atuou no confronto de ida, na Arena da Baixada, quando saiu machucado. Sem eles durante todo o tempo e com a expulsão do zagueiro Murilo, na volta, o Rubro-Negro assegurou um empate que o levou à decisão.
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Desafio também posto ao Furacão
Não que o Athletico não tenha ele mesmo tido os seus problemas. No Paraguai, a classificação para as quartas foi conquistada sem o zagueiro Thiago Heleno, que se recuperava de uma cirurgia, e sem o volante Fernandinho, que ainda não estava inscrito na Libertadores. Querido pela torcida, o meia Marlos também não esteve disponível para compor o banco em todas essas etapas eliminatórias.
Se os flamenguistas têm nove jogos antes do embate decisivo em Guayaquil, o Furacão terá sete partidas, todas pelo Brasileirão. A tendência é que Felipão siga mesclando os jogadores jogo a jogo, evitando “estourar” algum nome importante antes da segunda final athleticana em uma Libertadores – a primeira, em 2005, terminou em vice-campeonato. Todavia, a meta de entrar e ficar no G-4 da Série A segue mantida.
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