
Em grande jornada do goleiro Bento, o Athletico empatou sem gols com o Fortaleza na noite deste domingo (12), na Arena Castelão, na capital cearense. Pelo que foi a partida, o ponto trazido do Nordeste deve ser celebrado, já que leva o Furacão à quinta colocação, com 17 pontos, e já são sete jogos de invencibilidade.
O jogo pela 11ª rodada do Brasileirão valia muito para os dois clubes. Os rubro-negros queriam seguir na cola dos líderes, enquanto o Leão do Pici já ocupava a lanterna da competição, de onde tenta sair desesperadamente. E os cearenses bem que tentaram fazer valer o seu mando de campo, com o apoio de mais de 18 mil torcedores.
Com cerca de 70% de posse de bola durante todo o confronto, o Fortaleza pressionou, com mais jogadas trabalhadas no primeiro tempo, e com mais chutes e cruzamentos na etapa final. Mas, quando a equipe do técnico Juan Pablo Vojvoda acertou a meta athleticana, lá estava Bento para garantir o zero no placar.
Do outro lado, o Athletico não deu um único chute na direção do gol adversário ao final dos 90 minutos. A expectativa é de melhorar isso na próxima quarta-feira (15), às 21h30, quando a equipe recebe o vice-líder Corinthians na Arena da Baixada. Já o Leão do Pici visita o Avaí na quinta-feira (16), às 19h, no Estádio da Ressacada.
Athletico inofensivo conta com Bento
Quando o goleiro é o destaque do time, quase sempre não significa coisa boa. Foi este mesmo o caso do Athletico nos primeiros 45 minutos diante do Fortaleza. Sob os 27ºC na capital cearense, o Furacão foi inofensivo no ataque, com o arqueiro Marcelo Boeck sendo um mero espectador da partida dentro das quatro linhas.
Precisando desesperadamente da vitória para deixar a lanterna da Série A, o Leão do Pici atacou desde o princípio, explorando principalmente o lado direito da defesa rubro-negra, este defendido pelo lateral Khellven e pelo zagueiro Matheus Felipe. Com dez minutos de bola rolando, os cearenses chegaram quatro vezes.
Na melhor delas, Yago Pikachu tabelou com Robson e bateu cruzado, obrigando Bento a defender com o pé. E o goleiro do Rubro-Negro seguiu sendo o destaque do lado visitante. Aos 13 minutos, Cuello tentou o primeiro chute a gol a favor do Athletico, mas mandou longe da meta dos donos da casa. Isto foi uma constante na etapa inicial.
A partir dos 20 minutos, a partida caiu de ritmo. Apesar da pressão local ter arrefecido, o Furacão seguia sem gerar qualquer pressão ofensiva. David Terans e Rômulo praticamente não pegavam na bola, enquanto Cittadini tinha dificuldades pela esquerda e Cuello, que tentava alguma jogada, errava vários passes do meio para frente.
Bento trabalhou ainda aos 41 minutos, depois de arremate de Moisés, e aos 42, em cruzamento fechado na área. O Fortaleza quis voltar a pressionar, mas faltou tempo. Com os reservas já no aquecimento, algo precisaria mudar para os athleticanos melhorarem o seu desempenho em campo.
Furacão muda de uniforme, mas o futebol…
No retorno para o segundo tempo, o Athletico trocou a camisa branca pela negra. E esta foi a única alteração do lado rubro-negro, que prosseguiu indolente, sem força no ataque e bastante pressionado em diversos momentos pelo Fortaleza. Sem alterações, o time de Felipão aparentemente se apoiaria na defesa sólida e na velocidade dos contragolpes.
Logo aos três minutos, Moisés cruzou rasteiro e, antes do arremate de Robson, Nico Hernández fez o desarme providencial. Aos oito, Zé Welison chutou mais uma de fora da área, e por sorte outra vez foi um arremate sem direção. O Leão do Pici trabalhava a bola, girava de lado a lado, mas tinha dificuldades de entrar na área, mesmo tendo a bola.
Irritado, Felipão promoveu algumas alterações, tirando Cittadini e Terans para as entradas de Pedrinho e Vitor Bueno. Eram 13 minutos, e ainda que tenha tentado algumas jogadas, Pedrinho levou pouco perigo. O Fortaleza também mexeu, incluindo a entrada de Renato Kayzer, atacante ex-Furacão, porém os donos da casa seguiram insistindo em chutes de longe e cruzamentos na área.
Nem mesmo as entradas de Cirino e Matheus Babi nos lugares de Cuello e Rômulo melhoraram as coisas para o Rubro-Negro, inoperante do meio para frente. A ansiedade e o desespero dos donos da casa, atolado na zona do rebaixamento, só aumentava as dificuldades de criar chances mais claras de gol.
Nos minutos finais, os donos da casa tentaram uma pressão final. Aos 42, Hércules mandou perto do ângulo, enquanto Ceballos teve o lance de ouro aos 46 minutos, mandando para fora. No lance seguinte, Pikachu teve o arremate final. Outra vez a bola parou nas mãos do nome do jogo, Bento.
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