Os trabalhadores do transporte coletivo de Curitiba podem iniciar uma greve geral a partir da zero hora desta quinta-feira (12).
A Banda B entrou em contato na manhã desta terça-feira (10) com o Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana (Sindimoc) que confirmou que os pagamentos dos trabalhadores, previsto para o último dia 6 de maio, sexta-feira, não foi realizado.

Segundo o Sindimoc, a paralisação, caso aconteça, será geral e não apenas restritas às três empresas que estão com pagamentos atrasados – Gloria, CCD e Tamandaré Filial.
Segundo o sindicato, ‘não há perspectiva de que os pagamentos aconteçam antes do início previsto para a greve.
A Urbs confirmou o atraso nos repasses às empresas e alega que aguarda a aprovação, pela Câmara Municipal de Curitiba (CMC), do projeto de suplementação orçamentária de R$ 174 milhões, que será usado, em sua maior parte, para fazer frente ao déficit do sistema em 2022.
O município de Curitiba, segundo a nota, também aguarda o repasse de subsídio ao transporte coletivo por meio do convênio com o Governo do Estado, o que deve ocorrer até meados da semana.
No mês no passado, trabalhadores de algumas empresas já haviam relatado atrasos nos pagamentos, mas a greve ficou descartada naquele momento.
O que diz o Governo do Estado
A Banda B entrou em contato com a Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba (Comec) que informou que conforme previsto em convênio assinado entre Governo do Estado e Prefeitura de Curitiba a parcela do subsídio será paga nesta semana.
A Banda B entrou em contato com a Câmara Municipal de Curitiba (CMC) que informou que o projeto de lei orçamentária que remaneja R$ 174 milhões do orçamento da capital para a Urbs está tramitando pelas comissões temáticas da Câmara de Vereadores, que é uma etapa obrigatória antes da submissão ao plenário.
O que diz a Câmara Municipal de Curitiba
Protocolado no dia 1º de abril, o projeto ficou sob análise da Procuradoria Jurídica, para instrução técnica, do dia 4 ao dia 18, quando seguiu para análise da admissibilidade pela Comissão de Economia.
Lá, o presidente Serginho do Posto (União) designou Osias Moraes (Republicanos) como relator, que já se manifestou favorável à matéria na reunião do dia 4 de maio, mas houve pedido de vista das vereadoras Indiara Barbosa (Novo) e Professora Josete (PT).
A próxima reunião de Economia é nesta quarta-feira (11). Se houver a admissibilidade, o projeto passará por três sessões consecutivas na Ordem do Dia, para recebimento de emendas, depois é submetido a nova votação em Economia e, se aprovado, só então será submetido ao plenário.
Por se tratar de crédito orçamentário, não há previsão regimental de votação em regime de urgência. Se o cronograma for seguindo à risca, há a possiblidade de encerrar a votação do projeto ainda em maio.
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