O vereador Dalton Borba (PDT) protocolou um requerimento na Câmara Municipal de Curitiba pedindo informações para a prefeitura sobre a implantação do novo sistema de radares. Nesta semana, a prefeitura instalou mais três pontos de fiscalização na cidade, com equipamentos nos bairros Campina do Siqueira, Capão Raso e no Centro, nas ruas Mariano Torres, Francisco Raitani e Major Heitor Guimarães.

radares
Foto: Luiz Costa/SMCS

Segundo o parlamentar, o pedido é para que o Poder Executivo esclareça quantos radares estão sendo substituídos, além da arrecadação com multas.

“Saber exatamente até que ponto esse radar tem a finalidade efetiva de reduzir o número de acidentes, reduzir a quantidade de problemas de trânsito na capital, ou ele se transformou em um meio de arrecadação. Porque a mudança de 60 km/h para 50 km/h parece que não é significativa, mas ela mexe em uma cultura. Muitas pessoas estão acostumadas a andar a 60 km/h respeitando as leis nos parâmetros antigos e de repente se veem surpresas com alguns locais que a velocidade baixou para 50 km/h. Então, até que isso venha ser incorporado pela população acaba, sem dúvida, gerando transtorno”, disse o vereador.

O processo de instalação dos novos equipamentos começou no ano passado, com a contratação de dois novos consórcios vencedores da licitação para operar, implantar e realizar a manutenção de controladores eletrônicos, para fiscalizar 804 faixas de circulação, o equivalente a 191 locais com equipamentos a serem instalados ou com substituição dos antigos.

De acordo com a Superintendência de Trânsito de Curitiba (Setran) são feitos estudos técnicos de todos os locais onde estão implantados radares. São levados em consideração o índice de acidentes, o potencial de risco de acidentes, solicitações da população e de vereadores e locais com grande movimentação de pedestres.

A superintendente de trânsito, Rosângela Batistella, destaca que não há um aumento de pontos na cidade, mas a tecnologia dos equipamentos e a iluminação instalada nos locais fazem com que se tenha essa impressão.

“Na verdade não há um aumento. Nós mudamos alguns locais de radares do que existia no contrato anterior. Mas se for considerar pontos de radares, no contrato anterior existiam 153 locais com radares e no contrato atual ao final da implantação terão 155 locais. Vai aumentar somente dois locais do que existiam anteriormente”, explicou.

No ano passado, Curitiba arrecadou mais de R$ 119 milhões em multas, com pagamento de 725 mil autos de infração aplicados por agentes de trânsito, guardas municipais e registradas pelos radares.

“O destino das multas de trânsito é que elas devem ser aplicadas em trânsito. A gente sempre diz o recurso de multa é carimbado. Ele tem que ser aplicado em fiscalização, sinalização, em engenharia e educação no trânsito”, citou Batistella.

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