Redação com Estadão

O presidente francês, François Hollande, afirmou nesta sexta-feira (15) que cerca de 50 pessoas estão entre a vida e a morte após o ataque ocorrido em Nice, no sul do país, na noite de quinta-feira (14), quando se comemora a Queda da Bastilha. Mais cedo, ele já tinha dito que o atentado que matou 84 pessoas tem “caráter terrorista”.

“Há cerca de 50 pessoas que estão em emergência absoluta, quer dizer, entre a vida e a morte. Entre essas vítimas, há franceses e muitos estrangeiros vindos de todos os continentes, e há crianças, muitas crianças”, a declarou o chefe de Estado após uma visita a um hospital de Nice.

O motorista do caminhão responsável pelo atropelamento não constava das listas de pessoas suspeitas de terrorismo, afirmaram autoridades nesta sexta-feira.

O franco-tunisiano de 31 anos foi morto pela polícia após o ataque, que aconteceu no fim da quinta-feira. Mohamed Bouhlel foi rapidamente identificado pelos documentos que portava, mas não parece ter conexão com grupos terroristas, incluindo o Forsane Alizza, que foi desmantelado em 2012.

O perfil pouco chamativo do motorista complica a investigação do terceiro maior atentado terrorista da França nos últimos 18 meses, dando às autoridades menos pistas sobre quais seriam os motivos do atentado.

Os atropelamentos também contrastam com outros ataques recentes, que foram todos conduzidos por pessoas que tinham sido identificadas pela inteligência como potencialmente “radicalizadas”. Para alguns oficiais franceses, o incidente de ontem guarda semelhança com o atentado à bomba de 1995, em Oklahoma City, que foi conduzido por um Timothy McVeigh apenas com a ajuda de um pequeno grupo de ajudantes e sem conexões maiores.

Eles acrescentaram que, mesmo que o ataque tenha sido conduzido por apenas uma pessoa, existe a possibilidade de que outros tenham participado da organização dele. A aquisição do caminhão e de outros materiais para o ataque indica certo grau de preparação.

“Foi em uma data bastante específica, em um aglomeração bem grande”, disse uma autoridade. “Havia planejamento em tudo isso”

Motorista do caminhão de Nice não integrava lista de suspeitos de terrorismo
O motorista do caminhão que atropelou dezenas de pessoas durante as comemorações do Dia da Bastilha residia em Nice e não constava das listas de pessoas suspeitas de terrorismo, afirmaram autoridades nesta sexta-feira.

O franco-tunisiano de 31 anos foi morto pela polícia após o ataque, que aconteceu no fim da quinta-feira. Mohamed Bouhlel foi rapidamente identificado pelos documentos que portava, mas não parece ter conexão com grupos terroristas, incluindo o Forsane Alizza, que foi desmantelado em 2012.

O perfil pouco chamativo do motorista complica a investigação do terceiro maior atentado terrorista da França nos últimos 18 meses, dando às autoridades menos pistas sobre quais seriam os motivos do atentado.

Os atropelamentos também contrastam com outros ataques recentes, que foram todos conduzidos por pessoas que tinham sido identificadas pela inteligência como potencialmente “radicalizadas”. Para alguns oficiais franceses, o incidente de ontem guarda semelhança com o atentado à bomba de 1995, em Oklahoma City, que foi conduzido por um Timothy McVeigh apenas com a ajuda de um pequeno grupo de ajudantes e sem conexões maiores.

Eles acrescentaram que, mesmo que o ataque tenha sido conduzido por apenas uma pessoa, existe a possibilidade de que outros tenham participado da organização dele. A aquisição do caminhão e de outros materiais para o ataque indica certo grau de preparação.

Brasileiro ferido

A embaixada da França no Brasil anunciou hoje (15) que há um brasileiro ficou ferido no ataque de ontem (14) em Nice. O nome dele não foi revelado, nem o seu estado de saúde. As informações constam de pronunciamento feito pelo embaixador Laurent Bili sobre o atentado. A íntegra está disponível no site da embaixada.

Durante a cerimônia de comemoração ontem do 14 de julho, na Embaixada da França, em Brasília, o embaixador Laurent Bili foi informado do atentado em Nice.

Na manhã de hoje (15), o diplomata agradeceu o apoio e a solidariedade do Brasil diante do ataque. “Agradeço de coração as inúmeras mensagens de condolências e de solidariedade recebidas pela Embaixada da França [externadas pelo] governo brasileiro ou cidadãos brasileiros chocados como nós com esse ato bárbaro cometido em Nice. Essas mensagens mostram a profunda amizade que une os povos francês e brasileiro, amizade fundada nos valores partilhados de liberdade, igualdade e fraternidade e de recusa ao ódio e à intolerância. Por fim, torço pela pronta recuperação do cidadão brasileiro ferido em Nice ontem à noite”.

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