Por Marina Sequinel e Flávia Barros
Outros três policiais militares (PMs) são investigados no homicídio do representante comercial Gilson Camargo, de 28 anos, que foi morto a tiros por um PM na tarde do último domingo (17). A informação foi confirmada pelo comandante-geral da corporação, o coronel Maurício Tortato, em entrevista coletiva realizada nesta quinta-feira (21).
PM foi preso na noite de ontem pela morte do jogador. Outros três são investigados. (Foto: Reprodução)“O que nos preocupa é o desenrolar dos fatos. Se houve fraude processual, precisamos averiguar a participação de outros policiais, inclusive do oficial coordenador que esteve no local do crime. Nós estamos analisando três PMs, que foram os primeiros a darem encaminhamento do caso”, disse o coronel.
A suspeita de fraude gira em torno da arma que foi levada pelo soldado envolvido, junto com o oficial, à delegacia logo após o crime, que ocorreu em Campina Grande do Sul, na região metropolitana de Curitiba – o acusado alegou que o revólver pertencia à vítima. Na ocasião, o PM, lotado na Ronda Ostensiva Tático Móvel (Rotam) do 22º Batalhão, atirou três vezes contra Camargo no estacionamento de uma cancha onde acontecia uma partida de futebol entre os times dos dois.
O soldado declarou que atirou porque acreditava que o representante estava armado, por estar com as mãos nos bolsos da blusa. Vídeos e fotos feitas logo após a morte de Camargo mostram apenas uma garrafa de água sendo retirada do corpo do jovem, o que negaria a versão do PM.
Com bases nessas evidências, o soldado foi preso em casa na noite desta quarta-feira (20). “A nossa prioridade é a busca da verdade. Nesse caso, os inquéritos da Polícia Civil e Militar vão se encontrar lá na frente. No momento, o PM está preso e à disposição da Justiça. Ele foi afastado das atividades e pode ser exonerado”, completou o comandante.
Os outros três PMs investigados continuam em suas funções, enquanto as investigações são realizadas. Ainda de acordo com o coronel, o soldado envolvido estava há cinco anos na corporação e não apresentava nenhum comportamento anormal ou agressivo. “Nós não temos a motivação real do crime. Além disso, ainda não recebi nenhuma notícia de supostas ameaças que estariam sendo feitas às testemunhas. A corregedoria está apurando todos os fatos, para preservar os valores da corporação”, finalizou.
Outro caso
Além do PM do caso de Gilson, outro policial militar também foi preso durante operação com apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Ele é acusado de se envolver em um assalto à mão armada em Itaperuçu, também na região metropolitana, em agosto do ano passado.
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