O motorista Carlos Eduardo Rocha, acusado de atropelar o prefeito de Itaperuçu, na região metropolitana de Curitiba, disse em depoimento à polícia na tarde desta terça-feira (5) que não tinha a intenção de machucar e que queria apenas dar um susto em Neneu Artigas. Ele se apresentou na Central de Flagrantes da capital e acabou preso preventivamente por força de um mandado de prisão.

Rocha teria justificado a atitude afirmando que seu carro estava sendo alvo de pedras e garrafas atiradas pelo prefeito. O delegado Irineu Portes disse à Banda B que uma perícia foi feita no veículo do acusado e nenhum vestígio de que ele teria sido atingido por qualquer objeto foi detectado.
“Ele confirmou aquilo que nós já sabíamos. Ele diz que arremessou contra o prefeito, alegando que não tinha a intenção de machucar, só dar um susto nele. E isso porque ele Artigas estaria arremessando contra o carro dele várias pedras e garrafas, mas isso não confirma. Aquela história, ele estava bastante alcoolizado e esse foi um dos fatores que levou a essa tragédia”, disse o delegado.
O motorista tem ensino superior completo e por essa razão foi encaminhado ao Complexo Médico Penal. Ele é acusado por tentativa de homicídio doloso.
Entenda o caso do atropelamento do prefeito de Itaperuçu
Neneu Artigas foi atropelado após uma discussão, supostamente por causa de futebol, em um bar de Rio Branco do Sul, também na Região Metropolitana de Curitiba. Artigas foi até o estabelecimento para comemorar o título do Coritiba, enquanto o motorista da caminhonete seria torcedor do Athletico.
Uma câmera de segurança flagrou o momento em que o prefeito foi atropelado. Nas imagens, é possível perceber que a vítima arremessa um objeto contra a caminhonete envolvida, momento em que o motorista acelera e prensa o prefeito.
Artigas segue internado na UTI do Hospital Evangélico e o estado é considerado grave.
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