
A mina de pedras preciosas Zimbaqua, no Zimbabué, é a primeira do seu gênero na África a empregar uma força de trabalho exclusivamente feminina. A maioria das mineiras empregadas são sobreviventes de violência doméstica.

Shupi Kabudura é uma dessas trabalhadoras. Ela fugiu de um marido abusivo e graças ao trabalho mineiro, pode agora sustentar-se a si e aos seus três filhos. Shupi antes achava que precisava de um marido para resolver seus problemas. Agora vê que é justamente o contrário.
“Costumava pensar que precisava de um marido para resolver os meus problemas. Não percebia que podia trabalhar com as minhas próprias mãos e cuidar da minha família. Agora não preciso de um marido. O meu único desejo é que Deus me dê forças para trabalhar para a minha família”, contou.
As mulheres ganham cerca de $200,00 dólares por mês, o mesmo valor que os homens recebem por trabalhos semelhantes. De acordo com a Gestora de minas, Rumbidzai Gwinji, as trabalhadoras são bem unidas e bem-dispostas.
“Estas mulheres estão bem-dispostas porque integram uma equipa que se mantém unida. Há uma grande unidade dentro da equipe. Têm este estado de espírito jovial porque acordam sabendo que têm algo a fazer, que há um propósito a cumprir”, afirmou.
Assista ao vídeo produzido pela DW Brasil, parceira da Banda B, que mostra o trabalho das mulheres nas minas:
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