A novela Três Graças promete causar impacto com uma sequência que vai além do melodrama: o assassinato de Célio (Otávio Müller) e os desdobramentos que se seguem trazem à tona memórias do caso Elize Matsunaga, que em 2012 matou e esquartejou o marido, Marcos Matsunaga.

tres-gracas-esquartejamento-elize-matsunaga
Foto: Fabiano Battaglin/Globo.

Na trama, a morte de Célio acontece após um confronto violento com Arminda (Grazi Massafera). Após se negar a dar dinheiro ao malandro durante uma visita à Chacrinha, a vilã o ataca com um salto agulha e o empurra escada abaixo, levando-o à morte. As cenas estão previstas para irem ao ar a partir do dia 27.

No entanto, o momento mais perturbador começa depois. Desesperada diante do cadáver, Arminda vê Helga (Kelzy Ecard) revelar um lado sombrio e surpreendente. Com uma frieza chocante, Helga se oferece para acabar com a situação e revela já ter esquartejado três ex-maridos. A revelação transforma o clima em um verdadeiro thriller psicológico.

A cuidadora, imperturbável, inicia os preparativos para ocultar o corpo e pergunta se há “uma faca bem pontuda na cozinha”. Arminda, horrorizada, pergunta se a cuidadora “vai desossar o morto feito um peru de Natal”. A resposta de Helga é ainda mais perturbadora. “Matar é fácil. O difícil é sumir com o corpo”, afirma.

A cena remete diretamente ao caso Matsunaga, não apenas pelo ato do esquartejamento, mas pela lógica fria com que o crime é tratado. Assim como no caso real, o corpo de Célio será dividido e colocado em malas, em um paralelo simbólico com a cena do crime que chocou o país.

Para despistar suspeitas, Arminda alega que pagou caro para que Célio viajasse ao Nordeste. Mas a farsa começa a ruir na manhã seguinte, quando Helga é vista deixando a mansão empurrando três grandes malas de rodinhas. Questionada por Gerluce (Sophie Charlotte), responde com ironia: “Estão sendo despachadas pro inferno”.