O humorista Léo Lins foi absolvido pela Justiça após ter sido condenado anteriormente a oito anos e três meses de prisão por conta de piadas consideradas preconceituosas. O julgamento ocorreu na última segunda-feira (23). A decisão foi proferida pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região, e marca uma reviravolta no caso que ganhou ampla repercussão nacional.

Leo Lins e advogados na porta da Justiça Federal
A defesa ainda informou que mais detalhes sobre a decisão (Foto: Reprodução/Instagram)

A condenação inicial ocorreu em maio de 2025, quando a Justiça Federal de São Paulo acatou denúncia do Ministério Público Federal. Na ocasião, o humorista foi sentenciado em regime fechado por conta de um vídeo publicado no YouTube, no qual fazia piadas envolvendo diferentes grupos sociais.

Segundo o processo, o conteúdo alcançou mais de três milhões de visualizações e incluía comentários direcionados a negros, idosos, pessoas com deficiência, homossexuais, povos originários, nordestinos, entre outros. A decisão judicial destacou como agravante o fato de as falas terem sido feitas em um contexto de entretenimento, com potencial de ampliar o alcance e impacto das declarações.

Nas redes sociais, o comediante ironizou o desfecho ao promover um “chá revelação” para descobrir o resultado do julgamento. Com uma cadeira na frente do prédio da Justiça Federal, Léo montou um esquema de fumaça. Branca significava absolvição e preta condenação. Veja o post abaixo:

De acordo com a defesa, representada pelo advogado Carlos Eduardo Ramos, além da anulação da pena de prisão, também foi cancelada a indenização de R$ 303,6 mil por danos morais coletivos que havia sido imposta anteriormente.

O julgamento no tribunal foi decidido por maioria. Dois magistrados votaram pela absolvição de Léo Lins, enquanto um terceiro juiz divergiu parcialmente, defendendo a manutenção da condenação, porém com redução da pena para cerca de cinco anos em regime semiaberto, além de diminuição do valor da indenização.