Uma declaração feita por Solange Couto contra a participante Samira, do BBB 26, gerou forte repercussão negativa nas redes sociais nesta quarta-feira (25). Durante uma conversa no confinamento, a atriz associou o comportamento da rival à sua suposta origem, utilizando uma fala que foi considerada ofensiva e violenta.

O episódio ocorreu após um desentendimento envolvendo o almoço da casa, no qual Solange e Babu Santana discutiram com Samira. Irritada, Solange afirmou que a jovem teria sido fruto de violência sexual.
“Tudo tem que ser péssimo, tudo tem que ser escr*to. Vai tomar na peida! Eu nasci do prazer, não nasci de estupro, não!”, disparou Solange.
GENTE, QUE ABSURDO! Solange dispara sobre Samira:
— POPTime (@poptime) February 25, 2026
“Eu nasci do prazer! Eu não nasci de est*pro não, vai pra porr#. A pessoa quando é infeliz assim deve ter nascido de uma trepad4 mal dada”pic.twitter.com/d7hqA1tDsQ
A declaração de Solange provocou reação imediata nas redes sociais, especialmente no X (antigo Twitter). A frase “Samira merece respeito” chegou ao topo dos assuntos mais comentados da plataforma.
“Gente, que falas absurdas, isso vai além de jogo totalmente“, escreveu uma usuária. “Se é revoltante para nós ouvirmos isso, imagina a Samira quando ver aqui fora?”, acrescentou outra.
“Gente?? O que me choca de verdade é uma MULHER, MÃE, falando isso. Samira só chamou ela pra almoçar. Tô com nojo, me recuso a acreditar que isso saia impune SAMIRA MERECE RESPEITO”, disse uma internauta.
Equipe de Samira se manifesta após Solange acusar a jovem de ser “nascida de estupro”
Diante da repercussão, a equipe de Samira divulgou uma nota pública rebatendo a declaração e reforçando a necessidade de responsabilidade ao tratar de assuntos dessa natureza.
“É lamentável assistirmos a comentários que associam a origem de uma pessoa a um julgamento moral ou de caráter. Nosso papel, como equipe da Samira, é reforçar que essa informação não é verídica. Porém, para além disso, é importante lembrar que esse tipo de fala fere não apenas quem foi diretamente citada, mas também milhares de pessoas que carregam histórias marcadas por violência e que, ainda assim, constroem suas trajetórias com dignidade e coragem”, começou a nota.
O texto também trouxe dados que contextualizam a gravidade do tema no Brasil. Segundo o Ministério da Justiça, em 2025, o país registrou um estupro a cada seis minutos.
“Diante desse cenário, reduzir ou estigmatizar alguém a partir de uma narrativa de violência é reforçar preconceitos e perpetuar dores que deveriam ser combatidas com empatia, responsabilidade e informação. Nenhuma pessoa pode ser definida pelo violência que a antecedeu”, acrescentou.
A equipe ainda reforçou o papel coletivo no enfrentamento à violência contra a mulher e repudiu qualquer tentativa de normalizar, minimizar ou instrumentalizar esse tipo de agreção como forma de ataque pessoal.