A jornalista Adriana Araújo protagonizou um momento de forte comoção durante a edição do Jornal da Band nesta segunda-feira (1º). Após a exibição de duas reportagens sobre casos de violência contra mulheres, a jornalista fez um duro discurso ao vivo, cobrando ações efetivas contra o feminicídio no Brasil.

O primeiro caso relatado foi o de uma mulher, de 31 anos, que precisou amputar as pernas após ser atropelada e arrastada por um carro conduzido por um ex-namorado enciumado.
O segundo envolveu uma funcionária de uma pastelaria, baleada cinco vezes pelo ex-companheiro. Ambas sobreviveram, mas ficaram com sequelas graves.
Em um desabafo direto e carregado de emoção, Adriana apresentou dados sobre violência contra a mulher e falou sobre a dor que resta após a agressão e tentativa de feminicídio.
“Monstros homicidas matam ou tentam matar mulheres todos os dias no nosso país. São 15 por dia, 4 dessas mulheres vão morrer e outras 11, como a Tainara e a Evelyn, que a gente acabou de mostrar, são as sobreviventes, as que escapam por um triz, as que vão seguir destroçadas, com uma dor tão profunda que nada apaga”, iniciou Adriana.
Na sequência, questionou quantas reportagens sobre o assunto precisam ser feitas para que o crime acabe no Brasil. “Eu te pergunto: quantos horrores mais nós teremos que noticiar para que esse martírio acabe? Que palavra falta eu dizer?”, disse.
Por fim, a jornalista seguiu cobrando postura das autoridades e afirmou que no país acontece uma “chacina de feminicídios”.
“Que apelo falta as mulheres fazerem para que a polícia, a Justiça, o país acorde e dê um basta nessa chacina? O que acontece no nosso país todos os dias é uma chacina de feminicídios, e os criminosos são os vitoriosos, porque para eles uma mulher morta ou uma mulher mutilada é um prêmio”, disse.
Adriana concluiu com um chamado contundente por justiça. “Enquanto não existir uma Tremembé para feminicidas, enquanto eles não apodrecerem atrás das grades, eles são os vitoriosos, e todas nós estamos condenadas, porque a dor de uma mulher mutilada dói em todas nós”, finalizou.
O discurso da jornalista repercutiu fortemente nas redes sociais. Internautas elogiando a postura firme da apresentadora e pediram ações mais rigorosas contra a violência de gênero no Brasil.