Marcinho VP, preso há quase 30 anos como um dos líderes da facção Comando Vermelho, escreveu uma carta para um de seus advogados em que comenta a situação do filho, o rapper Oruam, foragido da Justiça. No texto, ele afirma que o jovem deve responder pelos próprios atos, mas critica o que considera acusações exageradas.

A correspondência foi direcionada ao ex-desembargador Siro Darlan, em setembro de 2025. Nela, Marcinho VP demonstra preocupação com o filho, investigado por tentativa de homicídio contra policiais civis, mas ressalta que não apoia as atitudes do artista.
“Como pai, lamento muito por tudo que ele está passando, porém, ele também não vigiou”, escreveu. Em outro trecho, reforça o posicionamento: “Ele tem que pagar apenas pelo que fez de verdade”.
Atualmente, Oruam é considerado foragido após a Justiça revogar sua liberdade, devido ao descumprimento de medidas impostas pelo uso de tornozeleira eletrônica. Além das acusações de tentativa de homicídio, ele também responde por outros crimes, como resistência, desacato e dano qualificado. Veja todos os detalhes da carta, divulgada pela Record TV:
Marcinho VP envia carta para advogados e cita Oruam: detento afirma que fama pode ter influenciado negativamente
Preso em uma penitenciária federal de segurança máxima em Campo Grande, Marcinho VP tem se dedicado à escrita de cartas e textos com reflexões sobre temas diversos, incluindo política, questões sociais e sua própria situação judicial. Em uma das mensagens, ele também atribui parte dos problemas enfrentados pelo filho ao impacto da fama, afirmando que o sucesso pode ter influenciado negativamente seu comportamento.
Apesar das críticas, o detento demonstra confiança na Justiça e afirma acreditar que o filho pode superar o momento. As correspondências de presos no sistema penitenciário federal passam por monitoramento prévio, o que inclui leitura e análise do conteúdo antes da entrega. Segundo Marcinho VP, esse processo afeta a privacidade e pode atrasar o envio e recebimento das cartas.
Marcinho VP vai sair da prisão?
Custodiado no sistema federal desde 2007, ele se aproxima do limite máximo de cumprimento de pena previsto na legislação vigente à época da condenação, com previsão inicial de soltura em setembro de 2026. No entanto, uma nova prisão preventiva relacionada a outro processo pode impedir a liberação imediata.