A série da Netflix “Emergência Radioativa“, que trata do acidente do césio-137, em Goiânia (GO) estreará em 18 de março no streaming. A produção conta a história da tragédia da contaminação que afetou diretamente mais de 1.500 pessoas.

A imagem mostra o ator Johnny Massaro no papel de Márcio, na série da Netflix "Emergência Radioativa"; a imagem mostra ele em uma roupa amarela de proteção contra radiação, com outros sujeitos trajados conduzindo tonéis amarelos de compostos radioativos em uma rua de Goiânia (GO)
‘Emergência Radioativa’, nova série da Netflix, narra desastre do césio-137 (Foto: Divulgação/Netflix)

A série ganhou seu primeiro trailer nesta terça-feira (3) e mostra os esforços coletivos para conter a contaminação que vitimou mais de 100 pessoas com síndrome aguda de radiação e doenças decorrentes como câncer e problemas imunológicos.

Johnny Massaro vive o físico nuclear Márcio e protagoniza a série. O elenco conta ainda com Massaro, Paulo Gorgulho, Tuca Andrada, Bukassa Kabengele, Alan Rocha, Antonio Saboia, Clarissa Kiste e Douglas Simon nos papeis principais.

Confira abaixo o trailer de ‘Emergência Radioativa’, nova série da Netflix

O trailer abre com o início do acidente, em 13 de setembro de 1987, quando dois catadores de materiais recicláveis entraram nas ruínas do antigo Instituto Goiano de Radioterapia. Eles removeram uma peça de chumbo e aço de um aparelho de radioterapia abandonado e que continha uma cápsula de 19 gramas de cloreto de césio-137, composto altamente radioativo.

O acidente com césio-137 que inspirou a série da Netflix ‘Emergência Radioativa’

Os catadores abriram a cápsula a marretadas e encontraram um pó que emitia um brilho azul intenso no escuro. Eles ficaram fascinados pelo brilho e venderam os escombros para o dono de um ferro-velho, Devair Alves Ferreira, mas sem saber dos perigos do composto.

Devair compartilhou o material com familiares e amigos, incluindo sua sobrinha Leide das Neves Ferreira, de apenas 6 anos. A menina pintou o corpo com o pó e ingeriu partículas do material enquanto comia pão. Como resultado, dezenas de pessoas começaram a apresentar sintomas como náuseas, tonturas e queimaduras na pele.

A gravidade da situação só foi compreendida dias depois, quando a esposa de Devair levou a cápsula até a Vigilância Sanitária em um ônibus comum. Um físico confirmou níveis altíssimos de radiação e acionou a Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN).

O Estádio Olímpico de Goiânia foi transformado em um centro de triagem, onde cerca de 112 mil pessoas passaram por monitoramento. A sobrinha, a esposa e dois funcionários de Devair faleceram dias depois da contaminação.