Fórmula antiga e usada em pelo menos 12 novelas nas três últimas décadas, o triângulo amoroso voltará em “Passione”, que estreou na Globo na última segunda, com Fernanda Montenegro (Bete), Francisco Cuoco (Olavo) e Irene Ravache (Clô). Olavo será o pai de Totó, personagem de Tony Ramos, o filho perdido de Bete na trama.
Viúva, ela reviverá o amor do passado, na história de Silvio de Abreu. Mas não só na dele. Em “Ribeirão do Tempo” (Record), de Marcílio Moraes, que começou na terça, o pivô do triângulo é Tito (Ângelo Paes Leme), um instrutor de esportes radicais.
Para Mauro Alencar, doutor em teledramaturgia brasileira e latino-americana pela USP, a repetição da temática ocorre porque o telespectador não busca novidades. Ele quer assistir à própria vida recontada em ficção. “Como Sherazade nas ‘Mil e Uma Noites’, não se trata de repetir velhas fórmulas, mas contar sempre ‘a velha nova história’, com inserções de modernidade”, diz Alencar.