O rapper Oruam se tornou réu na Justiça de São Paulo após o Ministério Público de São Paulo (MPSP) oferecer denúncia pelo crime de disparo de arma de fogo. A acusação está relacionada a um episódio ocorrido em dezembro de 2024, no município de Igaratá, no interior do estado.

Selfie de rosto de Oruam, um homem negro que usa um moletom com capuz preto, fazendo o símbolo da paz e amor com os dedos. O rapper é réu na Justiça de São Paulo por disparo de arma de fogo em dezembro de 2024.
Rapper tem dez dias para apresentar defesa. (Foto: Reprodução/Instagram)

Segundo o MPSP, o artista efetuou disparo com uma espingarda calibre 12 em área residencial durante uma festividade, na presença de outras pessoas. A ação teria sido registrada em vídeo e posteriormente divulgada pelo próprio rapper em seu perfil do Instagram.

De acordo com a denúncia, Oruam portava uma espingarda modelo pump action ou similar, equipada com sistema de percussão, e realizou o disparo em local habitado, o que configura crime previsto na legislação brasileira.

Segundo informações divulgadas pela coluna Fábia Oliveira, do portal Metrópoles, o MPSP chegou a propor um acordo ao músico em setembro de 2025. No entanto, a proposta teria sido revista pelo promotor responsável após a apreensão de fuzis, metralhadoras e pistolas em outro processo criminal envolvendo Oruam, no Rio de Janeiro.

Oruam tem dez dias para apresentar defesa após se tornar réu por disparo de arma de fogo

Na última segunda-feira (26), a juíza da 2ª Vara de Santa Isabel recebeu formalmente a denúncia contra o rapper. Com a decisão, Oruam deixa de ser investigado e passa a responder como réu em uma ação penal.

No documento, a magistrada determinou que o músico seja citado para apresentar defesa no prazo de dez dias.

O crime de disparo de arma de fogo em área urbana está previsto no artigo 15 do Estatuto do Desarmamento (Lei n° 10.826/2003), com pena que pode variar de dois a quatro anos de reclusão, além de multa.