Amanda Ribas fará a luta principal do UFC Vegas 89 contra Rose Namajunas, neste sábado (23). Fora dos octógonos, a brasileira leva uma vida mais discreta, ainda que tenha uma conta no OnlyFans.

Apesar da exposição nas redes sociais, Amanda leva uma vida tranquila fora delas. A mineira, natural de Varginha, gosta de fazer coisas simples no tempo livre - Foto: Reprodução/Redes Sociais
Apesar da exposição nas redes sociais, Amanda leva uma vida tranquila fora delas. A mineira, natural de Varginha, gosta de fazer coisas simples no tempo livre – Foto: Reprodução/Redes Sociais

Amanda vai na ‘contramão’ dentro do OnlyFans. Enquanto grande parte dos criadores de conteúdo vendem fotos sensuais, a brasileira compartilha como é sua rotina por trás das lutas. Ela, inclusive, criou uma série para ser acompanhada dentro da plataforma.

“Eu conto meus bastidores todos do meio da luta e lá tem uma série. A primeira foi passando a história das minhas academias, como tudo surgiu, depois vai passar a história do doping… Vão ter várias séries, vários episódios dentro dessa série: ‘Por Trás das Câmeras com a Amanda'”, disse Amanda Ribas, ao UOL.

A ideia é tornar a plataforma uma espécie de ‘streaming pessoal’. “É um streaming meu para ficar mais próxima do meu fã, isso é legal. Serve para mostrar também como que é uma rotina… como uma pessoa, independentemente de onde ela mora, de onde ela treina, ela pode sim fazer a luta principal do maior evento do mundo de MMA”, disse Amanda.

Apesar da exposição nas redes sociais, Amanda leva uma vida tranquila fora delas. A mineira, natural de Varginha, gosta de fazer coisas simples no tempo livre.

“Minha vida fora das lutas é uma vida de uma velha senhora, porque eu amo ficar em casa, eu amo passear com meus cachorros, não sou tão boa na cozinha, mas eu amo comer.”, disse Amanda.

Luta principal do UFC

Amanda é top-10 em duas categorias no UFC. Ele é a atual 7ª colocada no peso-palha e a 8ª melhor lutadora no peso-mosca, categoria em que vai enfrentar Namajunas. Lutar contra a americana, inclusive, é a realização de um sonho para a brasileira.

“No começo, antes de eu assinar o contrato, quando já estavam as especulações, eu ficava: ‘caramba, vai ser a Rose’. A partir do momento que eu assinei: ‘caramba, é a luta que eu vou ser o evento principal, é a luta que vai poder mudar a minha história’. Se eu quero ser uma lenda, eu tenho que ganhar de uma lenda, então todo tempo eu fico memorizando isso e está na minha hora”, finaliza a lutadora.

A brasileira considera o combate deste sábado (23) como o mais importante da sua carreira. Ele, inclusive, pode servir como um ‘salto’ para lutas ainda maiores. “Eu penso que sim [pode lutar por cinturão em breve], porque eu já estou ranqueada em duas categorias. Eu sou a 7ª da peso-palha, 8ª do peso-mosca. Se não for para lutar pelo cinturão, acho que dá para eu chegar, pelo menos, a lutar com as top-5”, disse.

Preparação para a luta

“O meu camp eu fiz todo lá em Varginha, na minha cidade natal, na academia da minha família e foi um camp muito especial. Acho que o diferente desse camp para os outros foi que eu estou fazendo a luta principal.”

Inspirações.

“Minhas inspirações diárias, além da minha família, da minha mãe e do meu pai, são as meninas que treinam comigo. Não é todo dia que tem a mesma energia. Às vezes tem uma dorzinha a mais, alguma coisa a mais, e quando chega no tatame está aquela pessoa lá treinando, às vezes uma palavra, um sorriso me motiva muito […] No meio das lutas, a Amanda Nunes é surreal. Foi dona de dois cinturões, e eu acho ela com uma inteligência de luta muito grande.”

Reconhecimento na rua

“Eu estava saindo da academia e tinham vários meninos lá. Um deles me viu e começou: ‘Olha a Amanda Ribas’. Um foi, tirou o boné, me deu. Eu fui dar carona para eles, aquilo fez meu dia. É uma simples conversa com umas pessoas que eu sei que eu posso inspirar que também muda meu dia e me dá uma motivação além do que eu preciso.”

Criação de instituto

“Eu estou buscando agora fazer meu instituto lá em Varginha. Depois da minha última luta, que foi contra uma outra brasileira, Luana, eu tinha colocado um propósito que se eu ganhasse, eu ia pegar o dinheiro do bônus e já ia começar a fazer meu instituto. Meu primeiro projeto é tirar as crianças, esses jovens e adolescentes que ficam gastando tempo, gastando energia na rua fazendo coisa errada, e gastar lá no instituto.”

Como será o instituto?

“De um lado vai ser o tatame, que é a minha origem, é onde eu sei, com aula de luta, dança, judô, jiu-jítsu, capoeira, MMA, e do outro lado uma mesa gigante, que ali pode ter alimentação deles e que também terá reforço escolar.”

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Brasileira faz série no OnlyFans e tem ‘vida de senhora’ fora do UFC

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