O cantor Amado Batista passou a integrar a “lista suja” do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O cadastro, divulgado nesta segunda-feira (6), inclui o nome do cantor como empregador de trabalho escravo. Ele aparece em duas autuações de Goianópolis (GO), em duas propriedades distintas.

A imagem mostra o cantor Amado Batista, denunciado por trabalho escravo. Ele é um homem branco, de 75 anos, cabelos ralos e castanhos.
Cantor Amado Batista entrou em lista do MTE sobre autuações de trabalho escravo. Foto: Reprodução/Redes Sociais

As duas estão localizadas na área rural da cidade. No Sítio Esperança, dez trabalhadores teriam sido resgatados em situação análoga à escravidão. Já no Sítio Recanto da Mata, quatro empregados constam na lista do MTE. Ambas as propriedades aparecem enquadradas em cultivo de milho.

Os casos teriam ocorrido em 2024, com decisão administrativa no ano passado. Os nomes dos empregadores são incluídos no cadastro após a conclusão do processo. A decisão é definitiva e sem possibilidade de recurso.

Resposta de Amado Batista às autuações de trabalho escravo

A Banda B procurou a equipe do cantor para esclarecimento do caso. Em caso de retorno, a reportagem será atualizada.

A inclusão de Amado Batista na lista integra uma atualização com 169 novos empregadores à “lista suja”. Cada empregador permanece na lista por um período de dois anos, com exceção aos que assinarem um termo de ajustamento de conduta (TAC). A normativa compromete a parte a indenizar cada vítima com, pelo menos, 20 salários mínimos e a apoiar programas de trabalhadores resgatados.

Os casos da atualização ocorreram entre 2020 e 2025. Ao todo, 614 ações foram registradas na lista.

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