Domingo no parque! Se você é curitibano, ou vive em Curitiba há algum tempo considerável, sabe que um dos principais passeios que podem ser feitos nos finais de semana é andar/conhecer/visitar os parques daqui. São muitos e belos os parques que a capital paranaense possui e, se visitados com um dia típico de sol e calor, eles podem proporcionar experiências memoráveis.

Nesta postagem, nós da Banda B Classic Cars, que temos como paixão o universo automotivo, iremos unir o “útil ao agradável”. Te convidamos a conhecer o evento que possui Gustavo Brustolin Marques, de 49 anos, como um dos organizadores: o Domingo no Parque – Antigos. Atração feita constantemente aos domingos, exceto em dias chuvosos, ao lado do heliponto no Parque Barigui.

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domingo no parque Barigui
Gustavo Brustolin Marques, de 49 anos, como um dos organizadores do Domingo no Parque – Antigos. Foto: Colaboração Banda B/Arquivo Pessoal – Gustavo Marques

Gustavo vive no bairro Portão. Sua paixão por carros antigos, sobretudo, conforme ele mesmo definiu, vem desde berço por conta da influência do pai, Ciro Marques, e do irmão, James Marques. O pai, inclusive, já concedeu entrevista à Banda Classic Cars falando sobre sua ligação com os Pumas – clique aqui e leia o texto na íntegra. Ainda assim, ele só pôde ter seu primeiro carro antigo recentemente.

“Meu irmão teve seu primeiro carro antigo antes de mim. Em seguida, ele me proporcionou a felicidade de ter um carro antigo. Ele me passou um Puma e adquiriu outro Puma. A partir deste momento, eu comecei a interagir com o Puma Clube do Brasil e a me inteirar mais aos clubes, encontros, passeios, festas, tudo relacionado ao antigomobilismo”, iniciou.

O entrevistado adquiriu seu Puma, que era conversível, há cerca de sete anos. Ele considera este momento como um “divisor de águas” em sua vida porque, nesse meio tempo, sempre teve carros, porém nenhum de coleção. “Brincava que ‘sempre tinha vontade, mas nunca tinha dinheiro'”, disse aos risos.

O Puma conversível, que era o parceiro de Gustavo nos vários eventos automotivos, permaneceu com ele por cerca de sete anos até ser vendido. Depois disso, houve a venda e troca por um Kadett, também conversível, que o entrevistado mantém até hoje.

União de uma cultura, de histórias, carros e pessoas: surge o Domingo no Parque

O Domingo no Parque – Antigos é resultado da mistura de vários fatores. Em primeiro lugar, a paixão de Gustavo, e sua família, por carros antigos. Segundo, a facilidade do próprio Gustavo, conforme ele mesmo afirmou, em fazer novas amizades. Em seguida, a busca por alternativas de entretenimento aos antigomobilistas, hoje espalhados por vários grupos em toda Curitiba.

“Eu tenho uma facilidade, vamos dizer assim, para fazer novas amizades e bate-papo. Sou espontâneo e procuro estar sempre indo atrás, conversar. Não conhecia ninguém quando cheguei no Puma Clube, exceto meu pai e irmão. Porém, comecei a fazer encontros, passeios, churrascos e, a partir disso, fui trocando experiências e fazendo novas amizades. Particularmente, eu criei muito gosto por isso. Então, puxei para mim uma responsabilidade de fazer estes encontros”, refletiu.

Em síntese, o projeto começou a partir de 2017 como resultado dos encontros do Puma Clube nos sábados à tarde (Praça da Espanha) e domingos de manhã (Parque Barigui). Gustavo conta que os demais condutores de carros antigos observavam os Pumas, que marcavam presença em excesso nos locais citados anteriormente, mas não se aproximavam.

Por outro lado, havia um “certo preconceito” dentro do grupo que Gustavo estava inserido, conforme ele mesmo relatou.

“Procurei mudar a mentalidade do pessoal. Ainda em 2017, começamos a chamar outros clubes parceiros de outros modelos para participar conosco neste ‘Domingo no Parque’. Então, o evento deixou de ser algo exclusivo do Puma. Esse nome até surgiu analogamente ao do programa do Silvio Santos, o Domingo no Parque, por ideia do nosso amigo (Bira), que hoje é o fornecedor de café grátis para todos que vão ao Parque Barigui nos domingos pelas manhãs. Eu gostei da ideia e comecei a montar/divulgar os encontros nas redes sociais”, explicou.

De 10 a 12 carros, nos primeiros anos de existência do Domingo no Parque – Antigos, a quase 150, no máximo, em situações eventuais nos dias presentes. A popularidade do evento se tornou evidente ao ser feito semanalmente no ponto turístico de Curitiba (Parque Barigui). Inclusive, o Fusca da Banda B sempre marca presença, na medida do possível, para prestigiá-lo.

Complete isso com a presença do grande público, os demais visitantes do parque aos domingos, e a fórmula do sucesso estará feita.

A relação dos antigomobilistas com o espaço do parque e as demais pessoas

Atualmente, o Domingo no Parque – Antigos é “apenas” um evento. Usamos o “apenas” porque não é cobrado mensalidade, ou qualquer forma de taxa, de seus participantes. Além disso, o estacionamento disponível aos antigomobilistas, que fica ao lado do heliponto no Parque Barigui, se tornou preferencial aos carros antigos por meio de uma autorização formal do poder público municipal. O processo, de acordo com ele, teve uma ajuda fundamental da então vereadora Julieta Reis.

A exposição também é de acesso livre a novos donos de carros e colecionadores, mas também àqueles que desejam conhecer os carros que costumam frequentar o evento. A música fica sob responsabilidade do saxofonista Wilde Pereira, amigo da organização que alegra a todos com seu talento de forma voluntária.

Porém, apesar do livre acesso, Gustavo fez questão de ressaltar as regras para que se tenha uma boa convivência entre todos (veja abaixo).

“Acordo cedo e sou o primeiro a chegar, juntamente com o amigo e também antigomobilista Edirone, em todos os domingos. Coloco os cones, os banners, meu crachá referente à organização. No fim, muitas vezes sou taxado como ‘o chato no parque’ porque temos algumas regras básicas e não abrimos mão disso. Como é um encontro familiar bem bacana, onde há muitos senhores, famílias, crianças, a gente não deixa que as pessoas cheguem/saiam acelerando, que fiquem com o som alto, que façam algazarras. A exibição não é o intuito de quem possui carros antigos. O intuito desse encontro é mostrar os carros antigos e ter uma opção bacana de conversa com o pessoal”, ressaltou.

Gustavo lembrou a relação dos colecionadores com um grupo especial: as crianças. De acordo com ele, os pequenos fazem a alegria de todos os antigomobilistas, seja pela curiosidade ou pelo “espanto” – no sentido positivo da palavra – com os vários modelos de veículos dispostos na exposição.

“É engraçado ver a criançada perguntando aos pais referentes aos modelos de carros que eles vêm nos eventos. Eles adoram tirar fotos com os carros e muito gratificante ver o rosto delas, quando elas interagem com os veículos. No fim, isso motiva a gente a querer estar lá todos os domingos”, opinou.

Desnudando a raiz: o que alimenta a paixão?

“Costumo dizer que nós, antigomobilistas, temos a ‘ferrugem no sangue'”, disse Gustavo quando o questionamos sobre a melhor forma de unir esta paixão dos antigomobilistas com o público geral.

A maioria dos entrevistados da coluna Banda B Classic Cars têm sua ligação com carros por conta de uma relação familiar. Portanto, o entrevistado desta reportagem acredita que se torna natural a manutenção deste amor por carros antigos após o primeiro contato com os automóveis.

Ainda, na sua opinião, é este o segredo que faz o Domingo no Parque – Antigos, que já tem cinco anos de história, estar em constante crescimento e ser um evento fenômeno de entretenimento entre os curitibanos.

“É viciante. Pelo ambiente que frequentamos, pelos amigos que fazemos, histórias que escutamos. Cada encontro, domingo, viagem que fazemos resulta, no mínimo, em um amigo a mais. É muito gratificante. É que nem jogo de futebol. Você vai uma, duas, três… Quando vê já é sócio e sempre está indo. Antigomobilismo é assim, se você tem um pouco da cultura do carro no sangue, se você gosta um pouco das máquinas e tem a oportunidade de se envolver… cara, é um caminho sem volta. Um caminho sem volta”, finalizou.

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