O taxista suspeito de fugir após atropelar um cadeirante no sábado (13), em Guaratuba, no litoral do Paraná, se apresentou à polícia e afirmou não lembrar da velocidade que dirigia o carro. A vítima, de 47 anos, foi socorrida ao hospital após o acidente e recebeu alta no domingo (14).
O responsável pelo táxi envolvido no acidente não teve a identidade revelada. Segundo a Polícia Civil, o veículo foi identificado por meio da análise de câmeras de segurança instaladas na Avenida Curitiba, na região central da cidade. Uma das câmeras chegou a flagrar o momento em que o cadeirante é atropelado e o taxista foge.
“Com a análise das imagens de câmeras de segurança, foi possível identificar as placas do veículo, que é usado como táxi em São José dos Pinhais [na região metropolitana de Curitiba]. A vítima, que teve alta médica um dia depois dos fatos, disse que transitava pela rua com sua cadeira de rodas quando foi atingida pelo veículo. Após a colisão, perdeu a consciência”, descreveu o delegado Rodrigo Colombelli.
Para o delegado, o motorista trafegava em alta velocidade na avenida – que possui o limite de 40 km/h. Após o atropelamento, diz Colombelli, o taxista fugiu sem prestar socorro ao cadeirante. Com ferimentos moderados, o homem foi socorrido pelo Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência (Siate) até um pronto-socorro.
Em depoimento à polícia, o cadeirante disse que não usou a calçada para transitar por causa das irregularidades nela e, por isso, preferiu o asfalto.
“O investigado, ciente que as equipes policiais realizavam diligências para localizá-lo, apresentou-se perante autoridade policial para prestar esclarecimentos e relatou que, no momento dos fatos, estaria tendo uma discussão verbal com sua companheira, sendo que não se recordaria da velocidade que estava guiando o veículo”, acrescentou o delegado.
O taxista também alegou que havia baixa luminosidade no trecho onde houve o acidente e que não sabia que tinha atropelado alguém. “Ele pensou ter batido em outro veículo”, prosseguiu Colombelli.
O táxi deverá passar por perícia nos próximos dias. O suspeito poderá ser indiciado por lesão corporal culposa de trânsito qualificada pela omissão de socorro e trafegar em alta velocidade. Ele foi liberado após o depoimento.
