A morte de Eunice Cordeiro da Cruz, em março de 2022, na Cidade Industrial de Curitiba (CIC), pode enfim ter um desfecho judicial após quase quatro anos.
A Justiça determinou que o motorista responsável pelo acidente será levado a júri popular. Embora a decisão tenha sido confirmada, ainda não há data definida para o julgamento. A tendência é que aconteça no segundo semestre de 2026. As informações são da Ric RECORD.

Eunice não resistiu aos ferimentos após a colisão, que ocorreu quando o motorista, com uma série de irregularidades já registradas, avançou pela via e atingiu o carro em que ela estava. Desde então, a família luta para que o caso não caia no esquecimento.
“Ela era tudo. Para onde ela ia existia a alegria”, relembra emocionado o filho de Eunice, que cobra punição ao motorista.
As investigações revelaram que o condutor estava com a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) suspensa no momento do acidente. Além disso, segundo o delegado Leonardo Carneiro, responsável pelo inquérito, o motorista admitiu que havia ingerido álcool antes de dirigir.
“No interrogatório, ele relatou que tomou três latas de cerveja. Ele tentou frear e não conseguiu. Alegou ainda que estava a uma velocidade média de 80 km/h”, explicou o delegado.
O histórico criminal do motorista também pesa contra ele. De acordo com o advogado Ralf Lins, que representa a família de Eunice, o acusado acumula condenações e responde a diversos processos.
“Ele tem condenação específica por embriaguez ao volante. Tem condenação por furto e responde a vários processos no Amapá. Ele é um criminoso”, afirmou o advogado.
Enquanto o julgamento não ocorre, a família de Eunice aguarda que o júri popular possa finalmente dar uma resposta final ao caso.